Moradores de Capiatá pedem revogação de títulos honoríficos a ex-senador condenado por narcotráfico

Um grupo de cidadãos de Capiatá protocolou pedido formal na Junta Municipal para anular os títulos de 'Cidadão Ilustre' e 'Filho Dileto' concedidos ao ex-senador Erico Galeano, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito da Operação A Ultranza Py.

Moradores de Capiatá apresentaram, nesta quarta-feira (20), uma solicitação oficial à Junta Municipal da cidade para que sejam revogados os títulos honoríficos de 'Cidadão Ilustre' e 'Filho Dileto' concedidos ao ex-senador Erico Galeano. A iniciativa ocorre após a confirmação da condenação de Galeano a 13 anos de prisão por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e narcotráfico, no âmbito da Operação A Ultranza Py.

O documento foi endereçado ao presidente da Junta Municipal, Braulio Riquelme, e também encaminhado aos demais vereadores. Os signatários argumentam que as distinções honoríficas devem refletir valores éticos, cívicos e morais, e que mantê-las após a condenação comprometeria a imagem institucional da cidade e do próprio legislativo municipal.

No texto, os cidadãos destacam que o título de 'Cidadão Ilustre' não pode ser interpretado como um benefício vitalício ou automático, mas como um símbolo de exemplaridade para as futuras gerações. Eles sustentam que a condenação de Galeano gerou forte repercussão pública e que a manutenção de qualquer homenagem oficial seria contraditória com os princípios de legalidade e integridade.

O pedido solicita que a matéria seja encaminhada com urgência às comissões assessoras da Junta Municipal para análise e posterior deliberação definitiva, visando a revogação de todos os reconhecimentos concedidos ao ex-parlamentar pelo município de Capiatá.

Galeano foi condenado em uma das investigações mais emblemáticas da Operação A Ultranza Py, que desmantelou um esquema de lavagem de ativos com vínculos com o narcotráfico. A sentença foi confirmada pela Justiça paraguaia, consolidando a pena de 13 anos de reclusão.