O Senado do Paraguai iniciou as audiências públicas para avaliar 49 candidatos aos cargos de controlador-geral e subcontrolador-geral, processo que inclui o atual titular Camilo Benítez, cuja reeleição é questionada, e deve resultar em listas tríplices para a escolha final pela Câmara dos Deputados.
Camilo Benítez
Cobertura da Pytagua mencionando Camilo Benítez.
A Câmara dos Deputados adiou por 15 dias a votação de um projeto que autoriza o pagamento de cerca de 100 milhões de dólares em juros moratórios a construtoras por obras públicas paralisadas, após resistência de parlamentares que apontaram problemas jurídicos e falta de clareza no texto.
Senadores do cartismo apresentaram projeto de lei que amplia os poderes da Controladoria-Geral da República para multar, processar e cobrar judicialmente órgãos que descumprirem a Lei de Transparência (N° 5189/2014), alterando os artigos 8º e 9º da lei para que o descumprimento constitua título com força executiva, além de autorizar convênios com o Ministério da Economia para a cobrança das multas.
Deputados da oposição classificaram como “branqueamento” o relatório da Controladoria-Geral que não encontrou irregularidades na evolução patrimonial do presidente Santiago Peña, mas que deixou de analisar o período em que seu patrimônio cresceu cerca de 20 bilhões de guaranis.
Parlamentares de oposição no Paraguai criticam o controlador-geral Camilo Benítez, afirmando que ele se escusa em suposta lacuna na Lei 5189/14 para evitar sanções a órgãos que não divulgam salários de funcionários, como as binacionais. Eles apontam seletividade nas fiscalizações e conivência com o governo Cartes/Peña.