O Frente Guasú, coalizão de esquerda paraguaia, acusou o presidente Santiago Peña de manter uma política externa obsoleta ao continuar reconhecendo Taiwã como país, enquanto os EUA se aproximam da China. O grupo pede que o governo estabeleça relações diplomáticas com Pequim antes de uma possível reunificação chinesa.
Frente Guasú
Concertación política de izquierda en Paraguay que critica las máquinas de votación.
O Frente Guasu divulgou comunicado nesta quarta-feira (20) acusando o governo de Santiago Peña de 'entregar o porvir nacional' ao manter relações diplomáticas com Taiwã e alinhamento com os Estados Unidos, enquanto o resto da América do Sul já reconhece a China continental. A coalizão de esquerda pede revisão da política externa para evitar isolamento comercial e diplomático.
O Frente Guasú, coalizão de esquerda liderada pelo ex-presidente Fernando Lugo, voltou a afirmar que as máquinas de votação eletrônica representam uma ameaça direta à vontade popular e à democracia no Paraguai. O partido critica a Justiça Electoral por supostamente impedir auditorias independentes e exige transparência no processo eleitoral.
A Contraloría General de la República (CGR) aplicou multas a 27 ex-parlamentares do Paraguai, entre senadores e deputados, por não apresentarem suas declarações juradas de bens no prazo legal. As sanções variam de 5 milhões a mais de 29 milhões de guaranis, e três dos ex-legisladores seguem sem regularizar a situação.
A senadora paraguaia Esperanza Martínez afirmou que a articulação entre o Frente Guasú, o PLRA e outros setores avança em 138 municípios, mas reconheceu tensões internas e desafios impostos pelo voto preferencial. Ela defendeu alianças territoriais como chave para as eleições municipais.