Especialistas alertam que lucro com reforma e venda de imóveis já não é garantido

Especialistas alertam que a rentabilidade do flipping imobiliário, prática de comprar, reformar e vender imóveis rapidamente, já não é mais garantida como antes, exigindo planejamento rigoroso para evitar prejuízos.

Especialistas alertam que lucro com reforma e venda de imóveis já não é garantido

A prática de comprar imóveis antigos, reformá-los e revendê-los em um período de aproximadamente seis meses, conhecida como flipping imobiliário, continua atraindo investidores, mas especialistas alertam que a rentabilidade não é mais garantida como antes.

Luciano Farez, engenheiro civil e CEO da Felanix, explica que os margens de lucro diminuíram, exigindo um planejamento muito mais rigoroso. "Os erros mais comuns são fazer contas simplistas, considerando apenas preço de compra, custo da obra e valor de venda esperado, sem incluir todos os gastos envolvidos", afirmou.

Além do valor de aquisição e reforma, é essencial calcular custos como escrituração, comissões imobiliárias, honorários profissionais, custos financeiros durante a imobilização do capital, gastos de manutenção durante a obra e uma reserva para imprevistos. Problemas ocultos, como instalações elétricas ou hidráulicas defeituosas, questões estruturais ou umidade, frequentemente surgem apenas após o início das demolições, alterando o orçamento inicial.

Farez ressalta que o sucesso do negócio depende da capacidade de identificar propriedades onde uma intervenção inteligente gere valor real para o mercado, e não apenas de comprar barato para vender caro. "O segredo está em entender o que o comprador final busca. Uma boa reforma pode melhorar muito um apartamento, mas dificilmente compensará uma localização ruim", explicou.

As propriedades mais atraentes para esse tipo de investimento são aquelas bem localizadas onde mudanças relativamente simples – como redistribuição de ambientes, integração da cozinha, renovação de banheiros e atualização de acabamentos – podem transformar significativamente a percepção do imóvel e justificar um preço maior perante o mercado.

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Fontes (1)

Atualizado: 17 de ago. de 2026, 01:00