As exportações paraguaias de carne bovina apresentaram uma recuperação significativa em julho de 2026, após um primeiro semestre com volumes menores. De acordo com dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), o mês foi o melhor do ano até agora, com 30.224.900 quilos embarcados, gerando receitas de US$ 223 milhões.
Esse desempenho superou o de junho, quando foram exportadas 26.023.992 quilos por US$ 191 milhões, indicando uma tendência positiva no início do segundo semestre. No entanto, o acumulado de janeiro a julho de 2026 ainda apresenta uma queda de 24,6% no volume em comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 162.606 toneladas.
Apesar da redução na quantidade, o valor total das exportações caiu apenas 9%. Isso ocorreu devido a uma valorização substancial do produto no mercado internacional. O preço médio por quilo subiu de US$ 5,73 em 2025 para US$ 6,92 em 2026, um aumento de mais de 20% que representa o valor mais alto dos últimos cinco anos.
Chile se manteve como o principal destino, tendo adquirido 50.162.246 quilos no período, equivalentes a aproximadamente US$ 352 milhões. Israel apareceu em segundo lugar, com compras de 26.033.348 quilos (US$ 212 milhões), seguido por Estados Unidos, com 30.097.454 quilos (US$ 176 milhões). Taiwan e Brasil completam a lista dos cinco maiores compradores.
Paralelamente, o Senacsa informou que as exportações de menudencias bovinas (subprodutos) somaram 28.714.473 quilos nos primeiros sete meses do ano, gerando US$ 61 milhões em divisas.
