Famílias devem providenciar autorização judicial para menores viajarem nas férias

Para viajarem ao exterior nas férias de inverno, menores paraguaios desacompanhados de ambos os pais precisam de autorização judicial gratuita, que pode ser obtida pessoalmente em juizados, por instrumento público ou meios telemáticos, seguida de legalização.

Famílias devem providenciar autorização judicial para menores viajarem nas férias
Ilustração gerada por IA.

As férias de inverno no Paraguai começam em 13 de julho, e muitas famílias que planejam viagens internacionais com crianças e adolescentes precisam estar atentas à documentação necessária para evitar transtornos nas fronteiras. O principal requisito é a autorização judicial para viagem ao exterior do menor, necessária quando ele não está acompanhado por ambos os pais.

O trâmite é gratuito, pode ser realizado no mesmo dia e deve ser feito pessoalmente no juizado de paz da localidade onde a criança reside. O pai ou mãe que comparecer deve levar a certidão de nascimento original do menor, suas próprias cédulas de identidade e as do outro progenitor, além das respectivas fotocópias. Se o menor viajará com um terceiro, maior de idade, é necessário também apresentar a cópia da cédula desse acompanhante.

Nos casos em que um dos pais não pode comparecer pessoalmente, a autorização pode ser concedida por meio de instrumento público legalizado ou via meios telemáticos, conforme permite a Acordada N° 1.654/2022 da Corte Suprema de Justicia.

Após obter a autorização assinada pelo juiz, o documento precisa ser legalizado. Na capital, a legalização judicial é feita pela Secretaria Geral da Corte Suprema de Justicia, no Palacio de Justicia. Em algumas localidades do departamento Central, os juizados já emitem o documento com um código QR que substitui a assinatura digital, dispensando essa etapa na Corte.

O passo final é a legalização no Ministério de Relações Exteriores, em Assunção, que custa G. 58.550. Dependendo do país de destino, pode ser necessário também o apostilamento do documento, com custo de G. 215.500. A atenção ao público no ministério ocorre de segunda a sexta-feira, das 07:00 às 13:00.

Fontes (1)

Atualizado: 11 de jul. de 2026, 01:37