O juiz Carlos Mendoza Peña, do Juzgado de Ejecución Penal Especializado em Delitos Econômicos, Corrupção e Crime Organizado Nº 3, iniciou a execução do confisco de bens do ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), Justo Pastor Cárdenas Nunes, condenado a 7 anos de prisão por enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, segundo reportagem do ABC Color.
Segundo a reportagem, por meio do auto interlocutório Nº 127, o juiz ordenou medidas de embargo e proibição de inovar e contratar sobre uma série de bens, até sua efetiva inscrição em nome da Secretaria Nacional de Administração de Bens Apreendidos e Confiscados (Senabico).
A reportagem relaciona entre os bens afetados um apartamento com garagem no Edifício Balcones del Parque, em San Roque, Assunção; ações de empresas associadas à família, com descrições e valores separados; US$ 180.700 depositados em processo sucessório; e um imóvel de 782 m² na companhia Loma Merlo, em Luque, avaliado em G. 250 milhões.
De acordo com a reportagem, a sentença definitiva de junho de 2021 constatou que Cárdenas não pôde justificar gastos no valor de G. 4.113.282.879. A pena inicial de 4 anos foi anulada após recurso da promotoria, e uma nova sentença, em 2023, fixou a pena em 7 anos.
