Ex-presidente do Indert condenado a 7 anos por lesão de confiança em venda de terras

Ex-presidente do Indert é condenado a sete anos de prisão por lesão de confiança em venda irregular de terras que causou prejuízo de 15,38 bilhões de guaranis ao Estado, e já havia recebido outra condenação por produção de documentos falsos.

O ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), Ignacio Luis Ortigoza Samudio, foi condenado a sete anos de prisão pelo crime de lesão de confiança. O tribunal comprovou que, em 2012, ele autorizou a venda irregular de 13 lotes totalizando 52 mil hectares em Mayor Pablo Lagerenza, no departamento de Alto Paraguai, utilizando um valor de 30 mil guaranis por hectare, muito abaixo do preço oficial de 109,5 mil guaranis. Isso causou um prejuízo de 15,38 bilhões de guaranis ao órgão público.

O colegiado de juízes, presidido por Lourdes Garcete e integrado por Rossana Maldonado e Juan Ortiz, considerou unânime a culpa de Ortigoza. As resoluções de adjudicação foram assinadas de forma concentrada em duas datas, ignorando solicitações legítimas de ocupantes e beneficiando pessoas que não cumpriam os requisitos para a reforma agrária.

Apesar da condenação, o tribunal manteve as medidas alternativas à prisão preventiva já cumpridas por Ortigoza, uma vez que ele já permaneceu detido por período superior ao mínimo legal para o crime. Ele também foi condenado, em dezembro de 2025, a três anos e seis meses de prisão por produção imediata de documentos públicos de conteúdo falso em outro caso de adjudicação irregular de terras.

Ortigoza permaneceu foragido por seis anos até ser capturado em julho de 2025, durante uma operação contra o crime organizado. Ele presidiu o Indert entre 2012 e 2013, durante o governo de Federico Franco, e deixou o cargo após ser acusado pela compra irregular de terras em Cordillera, num caso que envolveu a empresa San Agustín, ligada ao então presidente do Congresso, Jorge Oviedo Matto.

Fontes (3)

Atualizado: 28 de jul. de 2026, 01:30