A confiança dos consumidores paraguaios sofreu um forte revés em abril de 2026, com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuando para 40,17 pontos, bem abaixo dos 51,32 pontos registrados em março e também inferior aos 49,44 pontos de abril de 2025. A queda mensal de 11,15 pontos levou o indicador de volta ao território pessimista, já que valores abaixo de 50 indicam percepções desfavoráveis predominantes.
O maior declínio ocorreu no Índice de Situação Econômica (ISE), que mede a percepção sobre a situação atual. O ISE caiu para 29,33 pontos, ante 38,42 no mês anterior, e também ficou abaixo do nível de abril de 2025. Em contrapartida, o Índice de Expectativas Econômicas (IEE), que reflete a visão dos consumidores sobre a economia daqui a um ano, atingiu 51 pontos. Embora tenha registrado uma queda mensal e interanual de mais de 13 pontos, o IEE ainda se manteve ligeiramente acima da zona neutra, indicando que uma leve expectativa de melhora persiste.
A pesquisa também revelou uma redução na propensão a poupar: apenas 15,5% dos entrevistados afirmaram ter condições de economizar, percentual inferior ao do mês anterior e ao de abril de 2025. Além disso, a intenção de compra de bens duráveis, como automóveis, motos e eletrodomésticos, diminuiu, com exceção da categoria de moradias, que apresentou melhora em relação ao mês anterior. Na comparação anual, todas as categorias tiveram resultados inferiores aos de abril de 2025.
Um dos dados mais negativos do relatório foi a percepção sobre a economia nacional: 74% dos entrevistados consideraram que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto apenas 26% acreditam que está igual ou melhor. Apesar disso, quando questionados sobre as perspectivas para os próximos doze meses, uma parcela significativa ainda espera estabilidade ou alguma melhora, o que permitiu que o índice de expectativas se mantivesse no campo positivo.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Paraguay (BCP), responsável pela elaboração do ICC.