BCP prevê dólar mais baixo e reafirma que não intervirá na cotação

Agentes econômicos consultados pelo Banco Central do Paraguay (BCP) reduziram suas projeções para o dólar em maio e para o fechamento de 2026. A autoridade monetária reiterou que não pretende intervir no câmbio, atribuindo a tendência a fatores globais e locais, como o fortalecimento do guarani e a atração de capitais.

As expectativas para a cotação do dólar no Paraguay caíram em maio, segundo a mais recente Encuesta sobre Expectativas de Variables Económicas (EVE) do Banco Central do Paraguay (BCP). A mediana das projeções para o mês passou de G. 6.500 em abril para G. 6.200 em maio. Para o fechamento de 2026, a estimativa recuou de G. 6.700 para G. 6.475.

Nesta semana, o dólar registrou leve alta nas casas de câmbio: na terça-feira (19), fechou a G. 6.080 na compra e G. 6.170 na venda. Ainda assim, a tendência de médio prazo apontada pelos agentes consultados é de desvalorização da moeda norte-americana.

O economista-chefe do BCP, César Yunis, explicou que o movimento cambial reflete tanto fatores externos quanto internos. No cenário global, citou a desvalorização do dólar frente a outras moedas e o fortalecimento das divisas regionais, tendência à qual o guarani está alinhado. Internamente, Yunis destacou o crescimento econômico, a atração de capitais após a obtenção do duplo grau de investimento e o ingresso de dólares provenientes das exportações.

“Com relação ao tema da intervenção do banco, como já havia mencionado o presidente e os membros do diretório, enquanto pudermos explicar o comportamento do tipo de câmbio e que isso obedece aos fundamentos da economia, o Banco Central não vai participar do mercado de câmbios, até agora”, afirmou Yunis.

As projeções para o crescimento econômico foram mantidas: 4,2% para 2026 e 4,0% para 2027, conforme a mediana das respostas dos agentes consultados pelo BCP.