Confiança do consumidor paraguaio despenca em abril e volta ao pessimismo

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Paraguai caiu para 40,17 pontos em abril de 2026, o menor nível desde o início da série, revertendo a leve melhora de março. A queda ocorre apesar da desvalorização do dólar, refletindo incertezas internas e externas, incluindo a chamada 'economia de guerra' anunciada pelo ex‑ministro da Economia.

Confiança do consumidor paraguaio despenca em abril e volta ao pessimismo
Confiança do consumidor paraguaio despenca em abril e volta ao pessimismo

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Paraguai registrou forte retrocesso em abril de 2026, atingindo 40,17 pontos, segundo dados divulgados nesta segunda‑feira pelo Banco Central do Paraguai (BCP) em parceria com o Instituto Nacional de Estatística (INE). O resultado representa uma queda de 11,15 pontos em relação a março (51,32) e de 9,27 pontos ante abril de 2025 (49,44), colocando o indicador novamente na zona de pessimismo.

O levantamento, baseado em 400 domicílios com entrevistas a maiores de 18 anos, mostrou que a percepção dos consumidores foi impactada por incertezas tanto externas quanto internas. Entre março e abril, ocorreram mudanças relevantes no Ministério da Economia e Finanças (MEF), e o ex‑ministro Carlos Fernández Valdovinos, antes de deixar o cargo, havia anunciado uma 'economia de guerra' devido à queda na arrecadação, ao efeito do dólar e ao acúmulo de dívidas com fornecedores.

O Índice de Situação Econômica (ISE), que mede a percepção atual sobre a economia do lar e do país, caiu para 29,33 pontos, ante 38,42 em março e 34,84 em abril de 2025. Já o Índice de Expectativas Econômicas (IEE), que avalia as perspectivas futuras, recuou para 51,00 pontos, contra 64,21 no mês anterior e 64,00 no mesmo período do ano passado.

Apesar da forte desvalorização do dólar — que caiu cerca de 25% ao ano e fechou a segunda‑feira cotado a G. 6.170 no câmbio efetivo —, os consumidores mostraram menor disposição para adquirir bens duráveis, como automóveis, motocicletas e eletrodomésticos. Em termos interanuais, todas as categorias de bens registraram resultados inferiores aos de abril de 2025, conforme o relatório do BCP.