MEC intervém no Instituto San Expedito em Horqueta para investigar 1.800 títulos docentes suspeitos de falsificação

O MEC intervino no Instituto Técnico Superior de Gestão Privada San Expedito, em Horqueta, no departamento de Concepción, para investigar cerca de 1.800 títulos docentes suspeitos de falsificação em uma auditoria com prazo de 45 dias.

MEC intervém no Instituto San Expedito em Horqueta para investigar 1.800 títulos docentes suspeitos de falsificação
Ilustração gerada por IA.

O Ministério da Educação e Ciências (MEC) determinou a intervenção do Instituto Técnico Superior de Gestão Privada San Expedito, localizado em Horqueta, no departamento de Concepción, para investigar a suspeita de emissão irregular de cerca de 1.800 títulos docentes. A medida, iniciada na semana passada, é a primeira dentro de um processo mais amplo de apuração sobre uma suposta rede de expedição de diplomas falsos que pode envolver outras instituições de ensino superior do país.

O viceministro de Educação Superior, Hermenegildo Cohene, afirmou que o objetivo da auditoria é obter informações confiáveis para embasar as ações do ministério. "Justamente a auditoria nos vai permitir obter a informação fidedigna para poder atuar", declarou, referindo-se aos 1.800 documentos sob suspeita. Ele alertou que novas intervenções podem ser realizadas: "É o primeiro, mas poderia chegar a mais instituições".

A resolução que determinou a intervenção menciona publicações jornalísticas sobre possíveis irregularidades no instituto e atribui ao MEC, conforme a Lei N° 5749/2017, a competência para habilitar, licenciar, supervisionar, intervir e encerrar estabelecimentos educacionais. A equipe interventora é encabeçada por Carmen Paredes Subeldía e conta também com Néstor Denis García, com poderes para adotar medidas urgentes, acessar documentação e incorporar novos membros se necessário.

Paredes afirmou que o trabalho será conduzido com transparência e objetividade. "Estou iniciando, mas com a firme promessa de realizar um trabalho objetivo, transparente e, por sobre tudo, velando pela qualidade da educação paraguaia", declarou. O prazo previsto para a auditoria é de 45 dias, ao final dos quais a interventora deverá apresentar relatórios e recomendações sobre a situação institucional.

Na semana passada, o ministro Luis Ramírez já havia informado que o MEC identificou cerca de 250 casos de pessoas que teriam assumido cargos utilizando documentos falsos e outros 300 títulos com indícios de falsificação. As investigações revelaram situações como diplomas totalmente forjados, pessoas que concluíram cursos sem tê-los frequentado e universidades incapazes de comprovar a trajetória acadêmica de supostos egressos.

O Conselho Nacional de Educação Superior (Cones), também presidido por Ramírez, deve realizar inspeções que podem resultar em intervenções em universidades. A pasta trabalha em conjunto com o conselho para ampliar o controle sobre a validação de títulos acadêmicos no país.

Fontes (1)

Atualizado: 24 de jun. de 2026, 08:32