Promotora Cubilla lidera perícia em jato com 261 kg de maconha no Paraguai

A promotora Ingrid Cubilla liderou nesta terça-feira (23) a perícia aeronáutica do jato executivo Bombardier Challenger 601-3A, matrícula N116HL, apreendido com 261,6 quilos de maconha premium na Primeira Brigada Aérea da Força Aérea Paraguaya, em Luque, após ter sido interceptado em 30 de maio durante a descarga de oito sacolas em um hangar privado do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, dentro do Programa Colibrí.

Promotora Cubilla lidera perícia em jato com 261 kg de maconha no Paraguai
Ilustração gerada por IA.

A promotora Ingrid Cubilla liderou nesta terça-feira (23) a perícia aeronáutica do jato executivo Bombardier Challenger 601-3A, matrícula N116HL, apreendido após introduzir no Paraguai 261,6 quilos de maconha premium. O procedimento foi realizado na Primeira Brigada Aérea da Força Aérea Paraguaya, em Luque, onde a aeronave está sob custódia.

A perícia incluiu análise estrutural interna e externa do avião para identificar possíveis esconderijos da droga, além da extração e avaliação de dados dos sistemas de navegação e GPS, que serão submetidos a exame forense para integrar o inquérito. Na próxima sexta-feira, os peritos designados prestarão juramento perante a juíza penal de garantias especializada em crime organizado Rosarito Montanía para apresentar o laudo.

A aeronave havia decolado de Miami, nos Estados Unidos, com escala no Panamá, e foi interceptada no dia 30 de maio durante a descarga de oito sacolas em um hangar privado do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, dentro do Programa Colibrí. A droga estava sendo transferida para uma caminhonete quando ocorreu a apreensão.

Segundo investigadores, o tipo de maconha pode chegar a US$ 14 mil por quilo no mercado brasileiro, o que representa um prejuízo econômico de cerca de US$ 3,6 milhão para a rede criminosa. O jato, lançado em 1987 com valor original de US$ 19 milhões, tem mercado atual estimado entre US$ 1,5 milhão e US$ 4 milhões, dependendo das horas de voo, e capacidade para até nove passageiros.

Os americanos David Thomas Wise e Troy Anthony Vásquez foram submetidos a prisão preventiva no Centro Nacional de Prevenidos (antigo Tacumbú), enquanto Marisol Rivas cumpre medida no Complexo Penitenciário para Mulheres Privadas de Liberdade (Comple). Todos foram acusados de tráfico internacional de drogas e posse não autorizada de entorpecentes. O copiloto também foi detido inicialmente, mas depois liberado.

O estoniano Keith Siilats, apontado como suposto piloto, teria deixado o território paraguayo em voo comercial após o pouso. Ele divulgou vídeo afirmando não ter conhecimento da carga ilícita e dizendo que só soube dela ao chegar a Miami, oferecendo-se para colaborar com a Justiça.

O americano Jabari Stephen Brown, conhecido como Captain Treezy, chegou a ser detido, mas o Ministério Público determinou sua liberdade por falta de elementos contra ele. Investigadores esclareceram que o jato apreendido não é o mesmo que ele teria ganhado em competição organizada pelo criador de conteúdo MrBeast.

Fontes (1)

Atualizado: 24 de jun. de 2026, 08:32