O mercado de trabalho paraguaio registrou expansão no segundo trimestre de 2026, com a população ocupada não agropecuária atingindo 2.845.646 pessoas, um aumento de 128.745 trabalhadores em relação ao mesmo período de 2025. No entanto, a maior parte desse crescimento ocorreu na informalidade, que alcançou 1.753.316 pessoas, representando 61,6% do total de ocupados não agropecuários.
O emprego formal também cresceu, passando de 1.032.683 para 1.090.118 trabalhadores, uma alta de 5,6%. Apesar do ritmo percentual mais acelerado, o número absoluto de novas ocupações informais foi maior, com 74.307 postos contra 57.435 na formalidade. A taxa de informalidade rural chegou a 72,4%, superando em mais de 13 pontos percentuais a taxa urbana, que ficou em 59%.
De acordo com a Encuesta Permanente de Hogares Continua do Instituto Nacional de Estatística (INE), considera-se formal o trabalhador assalariado que contribui para um sistema de aposentadoria ou o independente registrado no Registro Único de Contribuyentes. A informalidade, por sua vez, limita o acesso à proteção social e reduz a base contributiva do país.
A comparação trimestral revela fragilidade: entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, o emprego informal aumentou em 98.136 pessoas, enquanto o formal recuou em 18.290. Os dados mostram que, embora o mercado tenha capacidade de gerar ocupação, persistem desafios para melhorar a qualidade do emprego e ampliar a cobertura previdenciária.
