A Direção Nacional de Migrações registrou 3.080 procedimentos de segurança migratória entre janeiro e agosto de 2026, em postos de fronteira e aeroportos do Paraguai. O levantamento reúne impedimentos de saída, inadmissões de estrangeiros, expulsões, entregas a forças de segurança e processos de extradição.
Os impedimentos de saída somaram 1.642 casos. A falta de documentos de viagem foi apontada em 1.271 ocorrências, enquanto 217 envolveram menores sem autorização para viajar. Também foram registrados 132 impedimentos por decisão judicial, 18 relacionados a ordens de captura, três por requerimentos da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e uma detenção vinculada à Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgão paraguaio de combate ao narcotráfico.
As inadmissões de estrangeiros chegaram a 1.141. Venezuelanos lideraram a lista, com 379 casos, seguidos por brasileiros (251), argentinos (192), colombianos (78) e cidadãos da China (59). O conjunto inclui viajantes de mais de 40 nacionalidades, entre elas Cuba, Líbano, Bolívia, Peru, República Dominicana, Turquia, Equador, Guatemala, Bangladesh, Haiti, Panamá, Laos, Sérvia, Síria e Tunísia.
No mesmo período, houve 177 expulsões: 110 por via administrativa e 67 por decisão judicial. Brasileiros representaram 135 desses casos. A autoridade migratória também contabilizou 88 entregas de pessoas a forças de segurança, incluindo 62 paraguaios, além de 32 processos de extradição.
Entre os processos de extradição envolvendo paraguaios, 16 foram destinados à Argentina, cinco tiveram origem no Brasil e dois na Argentina. Os demais casos envolveram argentinos, brasileiros, um espanhol, um peruano e um boliviano, encaminhados aos países de origem ou a outros Estados.
Em agosto, um cidadão dos Estados Unidos teve a entrada recusada no posto de Infante Rivarola, na fronteira com a Bolívia, após uma verificação secundária apontar antecedentes criminais em seu país. No posto de Puerto Falcón, na fronteira com a Argentina, um cidadão búlgaro foi expulso após tentar solicitar residência com documentos falsos. A checagem também identificou uma ordem de detenção na Argentina e um alerta vermelho da Interpol solicitado pela Bélgica.
As categorias têm naturezas distintas: algumas medidas decorrem de exigências documentais, como a autorização para viagem de menores, enquanto outras envolvem decisões judiciais, cooperação policial ou controle de entrada. Assim, o total divulgado corresponde a procedimentos administrativos e operacionais, e não a uma contagem única de pessoas consideradas criminosas ou expulsas.
