O Ministério Público do Paraguai registrou 14 vítimas de feminicídio no país até 26 de julho de 2026, segundo dados do Programa de Dados Abertos da instituição. Os casos estão distribuídos em 13 processos judiciais abertos, incluindo um duplo assassinato.
Além dos crimes consumados, foram contabilizadas 24 tentativas de feminicídio, três casos de tentativa de homicídio contra vítimas colaterais – entre elas uma criança – e seis agressões graves cometidas por ex-parceiros.
O departamento Central concentra a maioria das ocorrências, com nove vítimas. Concepção registrou dois casos, enquanto Assunção, Canindeyú e Alto Paraná tiveram um caso cada. Janeiro foi o mês mais violento, com seis feminicídios, seguido por março, com quatro.
Onze crimes ocorreram dentro de residências e três na via pública. As armas brancas foram usadas em nove ocasiões, e armas de fogo em duas. As vítimas tinham entre 12 e 80 anos, e os agressores entre 18 e 80 anos.
A violência deixou 26 filhos órfãos, sendo 19 deles menores de idade. Dez mulheres foram assassinadas por seus parceiros ou ex-parceiros; outros agressores incluíram um padrasto, um filho e dois conhecidos. Quatro dos autores cometeram suicídio após o crime.
Nove suspeitos estão sob custódia da Justiça paraguaia, e um homem com ordem de captura internacional foi detido no Brasil, onde responderá pelo crime.
