O Ministério Público do Paraguai abriu uma investigação criminal para apurar o suposto uso irregular de recursos da Municipalidade de Assunção para pavimentar propriedades privadas. O caso, conhecido como "máfia do asfalto", envolve a utilização de bens, insumos, veículos, maquinários e funcionários públicos em trabalhos particulares.
O procurador-geral, Emiliano Rolón, designou uma equipe liderada pelo promotor Luis Piñánez, da Unidade Especializada em Crimes Econômicos e Anticorrupção, com apoio de Christian Benítez e coordenação da promotora-adjunta Nancy Salomón. A investigação foi iniciada de ofício, baseando-se em publicações jornalísticas, registros audiovisuais e denúncias apresentadas perante a Junta Municipal.
O vereador Pablo Callizo já havia apresentado uma denúncia penal na sexta-feira passada, acusando um suposto esquema de corrupção na Direção de Vialidade. Ele documentou intervenções em junho e julho, alegando que 70 toneladas de asfalto foram desviadas para um estacionamento privado em Itá Enramada e outras 70 toneladas para a empresa Cóndor SACI.
O interventor nomeado para a Direção de Vialidade, Óscar Pérez, afirmou que cerca de 80 toneladas de asfalto público podem ter sido utilizadas irregularmente. Ele se comprometeu a apresentar um relatório final com as conclusões da investigação interna dentro de aproximadamente duas semanas.
A empresa Cóndor SACI emitiu um comunicado afirmando que contratou os serviços de uma construtora de "boa fé" e que não tinha conhecimento de qualquer vínculo do fornecedor com a municipalidade, isentando-se de responsabilidade pelas irregularidades denunciadas.
