A Direção de Vialidade da Municipalidade de Assunção foi oficialmente intervirida pelo intendente Luis Bello, após denúncias de que seus recursos estariam sendo usados para obras particulares. O diretor da pasta, Nicolás Duarte, foi afastado do cargo enquanto dura o processo de intervenção, que deve levar cerca de 30 dias.
O anúncio da intervenção ocorreu depois que funcionários da própria direção, em medida de força, tomaram a dependência e interromperam os serviços de bacheamento. Eles protestavam contra alegações do diretor Duarte, que teria tentado responsabilizá-los por um suposto esquema de "recaudación paralela", quando os próprios servidores afirmam ter recebido "ordem superior" para realizar trabalhos em propriedades privadas fora do horário de expediente.
O assessor jurídico da intendência, Jorge Sabaté, afirmou que a nomeação de um interventor, cuja identidade será definida nesta quinta-feira, destravaria a situação. "Entendo que uma vez que saia esta resolução, se estaria destravando a situação aí na Vialidade", declarou Sabaté, acrescentando que o serviço de reparo de buracos deve ser normalizado a partir de amanhã.
As denúncias que deram origem à crise foram formalizadas pelo vereador Pablo Callizo, do Partido Patria Querida (PPQ). Ele anunciou que apresentará uma denúncia penal contra a Municipalidade por um caso que classifica como "mafia do asfalto". A ação se baseia em dois casos específicos onde, segundo suas estimativas, teriam sido usadas 140 toneladas de asfalto, máquinas, veículos e funcionários municipais em terrenos privados, causando um prejuízo patrimonial preliminar de cerca de G. 500 milhões.
O intendente Bello estima que em aproximadamente 15 dias haverá novidades sobre a investigação. A intervenção busca apurar as acusações de forma transparente e retomar um serviço considerado essencial, dado o caótico estado das ruas da capital paraguaia.
Atualização - 17 de jul. de 2026, 08:45
O vereador Pablo Callizo anunciou que apresentará nesta sexta-feira uma denúncia penal contra a Municipalidade de Assunção pelo caso que chamou de "mafia do asfalto". A ação se baseia em dois episódios específicos onde teriam sido usadas 140 toneladas de asfalto, máquinas, veículos e funcionários municipais em propriedades privadas, com um prejuízo patrimonial preliminar estimado em G. 500 milhões.
O intendente Luis Bello afirmou que a intervenção na Direção de Vialidade deve durar cerca de 15 dias, revisando sua estimativa inicial de 30 dias. Além do diretor Nicolás Duarte, outros dois funcionários foram afastados temporariamente de seus cargos. Bello nomeou um assessor jurídico da Procuradoria Municipal como interventor para apurar as denúncias.
Durante entrevista, o intendente disse que sempre considerou a gestão de Duarte como "honesta e técnica", mas destacou que aguardará as conclusões da investigação antes de tomar decisões definitivas. Ele reforçou que não há procedimento municipal que permita o uso de recursos públicos em obras particulares.
Os protestos dos funcionários continuam, com trabalhadores afirmando que a Planta Asfáltica está sem estoques de asfalto, o que impede a retomada imediata dos serviços de reparo nas ruas da capital. A empresa Condor SACI, mencionada nas denúncias por supostamente receber obras de asfaltamento irregular, informou que contratou serviços privados e prepara um comunicado oficial sobre o caso.
