Uma mulher de 35 anos recebeu medidas alternativas à prisão preventiva em Encarnación, no departamento de Itapúa, após ser detida por supostamente desviar 200 milhões de guaranis em uma operação cambial. Maria Claudia Brítez Bareiro foi localizada e presa na manhã de terça-feira, 11 de agosto, por agentes do Departamento contra Crimes Econômicos e Financeiros de Itapúa. A investigação, iniciada a partir de uma denúncia, apura que em julho de 2025 a mulher, que se apresentava como cambista, recebeu o valor em dinheiro vivo para converter guaranis em dólares ou pesos argentinos, mas não realizou a transação nem devolveu o capital.
Em Assunção, o Ministério Público desarticulou um esquema de suposta estafa piramidal com a prisão de um casal no bairro Loma Pytã na quinta-feira, 13 de agosto. O agente fiscal Ítálico Adriano Rienzi, titular da Unidade Penal nº 2 de Mariano Roque Alonso, liderou a operação que investiga prejuízos que superam 168 milhões de guaranis em pelo menos oito denúncias formalizadas.
O casal, identificado como Claudia Elizabeth Villalba Salcedo e seu marido, operava uma estrutura que simulava negócios em logística, merchandising e organização de eventos, prometendo retornos de até 10% semanais. As vítimas eram atraídas com propostas como a venda de água durante a peregrinação a Caacupé ou a comercialização de bebidas em eventos de grande porte. Inicialmente, pagavam pequenos retornos para ganhar confiança, mas depois solicitavam investimentos maiores e interrompiam os pagamentos.
O esquema funcionava desde o final de 2025 e utilizava documentação empresarial falsa, planilhas e referências comerciais para dar aparência de legitimidade. Quando pressionada pelos investidores, a principal suspeita assinava pagarés ou reconhecimentos de dívida, numa estratégia para transformar o caso criminal em uma questão civil e evitar ação penal. Durante a busca, foram apreendidos pagarés no valor de 500 milhões de guaranis e solicitações de crédito para combustível entre 2 e 3 bilhões de guaranis.
O fiscal Rienzi afirmou que buscará acusar os envolvidos por estafa agravada, que prevê pena de até 10 anos de prisão, devido ao número de vítimas, continuidade do esquema e estilo de vida financiado com o dinheiro desviado. As autoridades incentivam outras possíveis vítimas a apresentarem denúncias, já que muitas hesitam por vergonha ou receio de serem vistas como ingênuas.
