Polícia do Paraguai desmantela laboratório de emagrecedor falsificado em Pedro Juan Caballero

Polícia do Paraguai desmantela laboratório clandestino de Tirzepatida falsificada em Pedro Juan Caballero, apreende mil frascos e detém três pessoas, em operação que investiga um circuito de distribuição transfronteiriço para o lucrativo mercado negro do medicamento.

Polícia do Paraguai desmantela laboratório de emagrecedor falsificado em Pedro Juan Caballero

A Polícia Nacional do Paraguai desmantelou um laboratório clandestino de medicamentos na cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero, em uma operação que contou com o Departamento de Lucha contra Delitos Económicos, o Grupo Especial de Operações (GEO) e o Ministério Público. O foco da ação era a produção ilegal de Tirzepatida, um fármaco emagrecedor muito procurado.

A operação policial ocorreu em uma residência de alto padrão, com fontes mencionando os bairros Mariscal Estigarribia ou Mariscal López, localizada a cerca de 100 metros da fronteira com o Brasil. No local, os agentes apreenderam aproximadamente mil frascos do medicamento, além de equipamentos e insumos utilizados na falsificação. Entre os itens encontrados estavam tubos de ensaio, dosadoras, uma máquina para banhos ultrassônicos, um agitador magnético e diversos materiais de embalagem.

Três pessoas foram detidas durante a ação: os cidadãos brasileiros João Paulo Moura Neves (33), Marco Antonio Teixeira Furtado (37) e o paraguaio Juan Martínez Ovando (32). A fiscal Katia Uemura, que coordenou o procedimento, afirmou que foram encontrados "elementos próprios de laboratório, materiais para embalagem e maquinários para produzir a marca".

Segundo as investigações, os produtos falsificados eram comercializados por meio de uma farmácia localizada no Shopping Dubai, no centro de Pedro Juan Caballero, atendendo a clientes paraguaios e brasileiros, o que sugere um circuito de distribuição transfronteiriço.

A Tirzepatida, princípio ativo de medicamentos de marca como Mounjaro, tornou-se um alvo lucrativo para o crime organizado. Dados citados pela organização de jornalismo investigativo OCCRP indicam que o mercado negro desse fármaco movimentou cerca de 485 milhões de dólares no ano passado. A organização também destacou que, somente em 2026, a alfândega brasileira já apreendeu uma quantidade mais de dez vezes superior à registrada em todo o ano de 2025.

As autoridades paraguaias continuam as investigações para determinar a extensão completa da rede envolvida na fabricação e distribuição ilegal do medicamento e identificar outros possíveis envolvidos.

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Fontes (4)

Atualizado: 7 de ago. de 2026, 00:10