O Ministério Público do Paraguai já investiga mais de 300 títulos falsos no Ministério da Educação e Ciências (MEC), o dobro dos 145 casos inicialmente denunciados em junho. A procuradora Teresa Sosa Laconich, que lidera as investigações, confirmou que o número continua aumentando e estima que a rede de documentos apócrifos na pasta educativa possa ser massiva.
Segundo a investigação, funcionários do MEC que apresentaram diplomas falsificados em seus currículos ocupam cargos de alto nível e recebem salários superiores a cinco salários mínimos mensais, ultrapassando G. 15.000.000, além de bônus por especializações, mestrados ou doutorados fraudulentos. A procuradora destacou que muitos desses cargos são bem remunerados e envolvem funções administrativas ou docentes.
Cerca de 90% dos diplomas falsos utilizam o logotipo da Universidade Autónoma de Assunção (UAA), mas a instituição afirmou que assinaturas e selos foram alterados por terceiros. Em uma causa penal aberta em 2024, já há 14 docentes indiciados, e há indícios de que pelo menos 1.500 títulos falsos existam apenas na área de Ciências da Educação.
A procuradora Sosa informou que pedirá uma reunião com o ministro da Educação, Luis Ramírez, e sua equipe técnica para aprofundar as investigações e agilizar a análise dos casos. O objetivo é garantir que os relatórios sejam precisos e que o esquema de titulações apócrifas seja completamente desmantelado.
