As obras do futuro Hospital Geral do Chaco avançam na fase inicial, com movimento de terra, instalação de canteiros de obras e a chegada das primeiras estacas que formarão a estrutura de fundação. O projeto vai beneficiar cerca de 150 mil pessoas da Região Ocidental.
Os trabalhos de movimento de terra atingem aproximadamente 70% de execução. Já foram instalados os espaços operativos para o desenvolvimento da obra e levados ao terreno as primeiras 22 estacas que integrarão a estrutura de fundação do estabelecimento de saúde.
A chegada da bate-estacas e dos elementos estruturais permitirá iniciar as escavações e avançar na execução das fundações, consideradas uma das etapas mais relevantes do projeto. Na área destinada aos canteiros, já estão instalados os contêineres que funcionarão como escritórios, espaços operativos e serviços sanitários para o pessoal responsável pela construção.
Equipes de topografia realizam trabalhos de replanteio e marcação para a localização das estacas que sustentarão a futura infraestrutura hospitalar.
O hospital terá 44 leitos de internação e 21 leitos de terapia intensiva, distribuídos entre as áreas neonatal, pediátrica e de adultos. A unidade contará ainda com 19 consultórios para atendimento ambulatorial e emergências, além de quatro centros cirúrgicos destinados a cirurgias programadas e atenção materna.
A infraestrutura incluirá serviços de laboratório, diagnóstico por imagem, anatomia patológica, medicina transfusional, diálise e farmácia. O hospital será construído em um terreno de 8,5 hectares destinado ao Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, com uma superfície aproximada de 13.850 metros quadrados.
Além das áreas assistenciais, a unidade contará com alojamento, cozinha-refeitório, lavanderia, central de esterilização, áreas verdes, estacionamentos diferenciados, heliponto, planta de tratamento de efluentes e sistemas de segurança hospitalar.
A obra está a cargo do Consórcio Saúde Ocidental, que inclui a empresa Jiménez Gaona y Lima (JGL), vinculada ao Grupo Cartes, sob supervisão técnica do MOPC e do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, com financiamento da Itaipu Binacional. O investimento previsto é de G. 172.715.294.871.
O Grupo Cartes tem sido alvo de controvérsias, especialmente após o governo dos Estados Unidos declarar Horacio Cartes, ex-presidente e atual líder da Associação Nacional Republicana (ANR), como "significativamente corrupto" em 2022, levando à transferência das ações da construtora para seus filhos. A ministra do MOPC, Claudia Centurión, que supervisiona a obra, foi gerente geral da empresa Jiménez Gaona y Lima antes de assumir o cargo, o que gerou questionamentos sobre conflitos de interesse, embora ela tenha afirmado ter se inibido do processo.
