Paraguai compra dos EUA munições por G. 8,2 bilhões para combater crime e terrorismo

O Paraguai comprou dos Estados Unidos munições avaliadas em G. 8,2 bilhões pelo programa FMS para operações contra o crime organizado e o terrorismo, enquanto amplia a vigilância aérea com radares e seis aviões Super Tucano, que ajudaram a reduzir voos ilícitos detectados, embora a Senad estime cerca de 20 incursões mensais de aeronaves do narcotráfico.

Paraguai compra dos EUA munições por G. 8,2 bilhões para combater crime e terrorismo

O Paraguai comprou dos Estados Unidos munições avaliadas em cerca de G. 8,2 bilhões, ou aproximadamente US$ 1,1 milhão, para equipar suas forças de segurança em operações contra o crime organizado e o terrorismo. A aquisição foi feita pela Direção-Geral de Material Bélico (DIGEMABEL), em uma operação direta entre governos por meio do programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS), administrado pelo Departamento de Defesa americano.

O ministro da Defesa Nacional, Óscar González, anunciou a compra após uma reunião com representantes militares dos Estados Unidos para discutir novas aquisições. O encontro também avaliou a possibilidade de reativar uma fábrica de munições no Paraguai, mas não houve anúncio de cronograma, investimento ou decisão definitiva sobre a instalação.

Essa é a segunda operação paraguaia pelo FMS. No início de 2025, o país utilizou o programa para adquirir radares e equipamentos destinados à Força Aérea Paraguaia (FAP), em uma estratégia de reforço do controle do espaço aéreo contra aeronaves ligadas ao narcotráfico.

O anúncio ocorre enquanto a FAP amplia a vigilância aérea com dois radares móveis reparados e seis aviões Super Tucano fabricados pela brasileira Embraer. O comandante da força, general Julio Fullaondo, afirmou que mais de 40 voos irregulares foram detectados desde o fim de 2025 e que cinco foram classificados como ilícitos. Em janeiro, ele havia informado a identificação de quatro aeronaves suspeitas desde agosto de 2025.

Fullaondo disse que, desde março, houve redução dos voos ilícitos detectados, especialmente na região de Concepción, e atribuiu a mudança à movimentação constante dos radares e à atuação dos Super Tucano. Segundo ele, os traficantes estariam procurando novas rotas por países vizinhos. A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), porém, estima que cerca de 20 aeronaves usadas pelo narcotráfico ainda entrem no território paraguaio por mês.

Os seis Super Tucano custaram US$ 101,606 milhões, com recursos da Itaipu, enquanto a recuperação dos dois radares de fabricação israelense exigiu US$ 1,08 milhão. O Paraguai também comprou radares TPS-78, da americana Northrop Grumman, cuja chegada está prevista para o fim de 2027. Um sistema de comando e controle deverá integrar os dados dos diferentes equipamentos.

O comandante ressaltou que a FAP não consegue combater sozinha o narcotráfico e defendeu coordenação com a Polícia Nacional, a Senad, o Ministério Público, o Exército e a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), além do intercâmbio com Brasil, Argentina e Bolívia.

A cooperação militar com Washington ganhou uma base adicional em dezembro do ano passado, quando os dois países assinaram o Acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA). O tratado estabelece regras para treinamentos, exercícios conjuntos e a permanência de militares americanos no Paraguai. O acordo foi questionado por conceder a esse pessoal imunidades semelhantes às de funcionários de missões diplomáticas.

Compartilhar WhatsApp Facebook LinkedIn

Fontes (3)

Atualizado: