Paraguai inaugura primeira unidade de hidrogênio verde em Itaipu

O Paraguai inaugurou sua primeira unidade experimental de hidrogênio verde no Parque Tecnológico Itaipú, que já opera todo o ciclo de produção usando energia limpa da usina para abastecer veículos e capacitar especialistas.

Paraguai inaugura primeira unidade de hidrogênio verde em Itaipu
Ilustração gerada por IA.

A primeira unidade experimental de produção de hidrogênio verde do Paraguai, localizada no Parque Tecnológico Itaipú-Paraguay (PTI-PY), já opera com sucesso todo o ciclo de produção, utilizando água e energia limpa da usina hidrelétrica. A planta é capaz de produzir, armazenar e abastecer veículos elétricos diretamente, marcando um marco na formação dos primeiros especialistas locais nessa tecnologia.

O diretor-geral paraguaio da Itaipú Binacional, Justo Zacarías Irún, liderou uma comitiva na sexta-feira, 3 de julho de 2026, para fiscalizar os avanços da unidade. A inspeção técnica também contou com a presença do diretor administrativo executivo da binacional, Justino Abrahan, e dos diretores executivo e técnico do PTI-PY, Carlos Mercado e Derlis Bóveda, respectivamente.

Durante a visita, os técnicos demonstraram todo o processo operacional. Gustavo Riveros, chefe do Núcleo de Normas Técnicas de Energias Alternativas do PTI-PY, explicou que a comitiva pôde ver em detalhes o ciclo completo, desde a produção e o armazenamento até a utilização do hidrogênio para carregar um veículo elétrico.

Justo Zacarías Irún expressou satisfação com as pesquisas, enfatizando a importância estratégica do hidrogênio verde a médio e longo prazo. "A energia é uma questão que preocupa o mundo inteiro. Nós, no Paraguai, temos muita energia renovável com nossas hidrelétricas, mas também temos que pensar no futuro e pensar nos demais", declarou.

A produção do hidrogênio verde na unidade é realizada por meio da eletrólise da água, utilizando energia elétrica proveniente da Itaipú. Por empregar uma fonte de energia limpa, o hidrogênio resultante é considerado verde. Após a separação da água em hidrogênio e oxigênio, o gás é armazenado para uso posterior. Além do retorno energético, a planta piloto tem um forte componente educativo, servindo para capacitar recursos humanos especializados nesta tecnologia nova para o país.

Fontes (1)

Atualizado: 6 de jul. de 2026, 01:54