Pedido de desaforamento de deputado Cleto Giménez por caso nepobabies segue parado na Câmara do Paraguai

O pedido de desaforamento do deputado Cleto Giménez, acusado no caso "nepobabies" por contratação irregular de suas filhas como assessoras, permanece sem análise na Câmara dos Deputados do Paraguai há mais de dois anos.

Pedido de desaforamento de deputado Cleto Giménez por caso nepobabies segue parado na Câmara do Paraguai
Ilustração gerada por IA.

O pedido de desaforamento do deputado liberal Cleto Giménez foi novamente remetido à Câmara dos Deputados, onde permanece sem ser analisado há mais de dois anos. Giménez está processado por suposto esquema de cobrança indevida de honorários, conhecido como "nepobabies", que envolve a contratação de suas filhas como assessoras na Câmara.

O Juzgado Penal de Garantías Especializado em Delitos Económicos do Primeiro Turno reiterou a comunicação à Câmara, destacando a necessidade de o Congresso se pronunciar para que o processo penal possa avançar conforme a Constituição Nacional e o Código Processual Penal. Junto com a notificação, foram enviadas novamente as peças processuais produzidas pelo Ministério Público.

A investigação tem origem na contratação de Danna Maricela e Johana Denisse Giménez Rotela, filhas do deputado, que recebiam salários públicos sem cumprir as obrigações laborais exigidas, como o registro biométrico de entrada e saída. Ambas foram beneficiadas com suspensão condicional do procedimento e obrigadas a devolver cerca de 77 milhões de guaranis.

Além do caso de Giménez, outros pedidos de desaforamento aguardam tramitação na Câmara. Entre eles, o do deputado colorado Esteban Samaniego, investigado por supostos atos de administração em proveito próprio e associação criminosa, junto com sua esposa, a intendenta de Quyquyhó, Patricia Corvalán. O juiz Osmar Legal também reiterou a comunicação sobre essa imputação e remeteu os documentos para decisão do Congresso.

Apesar de a Comissão de Assuntos Constitucionais ter emitido parecer favorável ao desaforamento de Samaniego, o tema ainda não foi incluído na pauta das sessões ordinárias, mantendo o pedido paralisado. Outros casos pendentes incluem a deputada Roya Torres, investigada pela contratação irregular do filho, e o deputado Walter García, cujo pedido de desaforamento também não foi definido.

Em contraste, a Câmara tratou rapidamente o desaforamento do deputado Mauricio Espínola, que enfrenta processo por homicídio culposo decorrente de acidente de trânsito e solicitou pessoalmente a perda de seus privilégios parlamentares, tendo seu pedido aprovado.

Na causa contra Esteban Samaniego, foram marcadas audiências preliminares para o final de junho e início de julho, envolvendo 14 processados, incluindo a intendenta Patricia Corvalán. O juiz também decretou a prisão preventiva de um dos acusados por manobras dilatórias ao apresentar uma recusa minutos antes da audiência.

Fontes (2)

Atualizado: 22 de jun. de 2026, 08:25