Peña promete atendimento oncológico no Paraguai comparável ao de São Paulo durante inauguração em Caazapá

O presidente Santiago Peña inaugurou o Hospital Día Oncológico em Caazapá e afirmou que o governo trabalha para oferecer tratamento oncológico de qualidade no país, comparável ao disponível em São Paulo. Ele destacou o aumento de mais de três vezes no orçamento do Incan e a construção de um novo hospital em Itauguá, que será referência na América do Sul.

Peña promete atendimento oncológico no Paraguai comparável ao de São Paulo durante inauguração em Caazapá

O presidente Santiago Peña inaugurou nesta sexta-feira o Hospital Día Oncológico em Caazapá, departamento homônimo, e declarou que o governo está empenhado em oferecer atendimento oncológico no Paraguai “como o que se consegue em São Paulo”. Durante o discurso, Peña lembrou que sua mãe foi diagnosticada com câncer há mais de dez anos e que a doença pode atingir qualquer pessoa.

O novo centro assistencial soma-se a outros 14 inaugurados nos últimos dois anos e meio de gestão, segundo o presidente. “Estamos longe de nos sentirmos satisfeitos. Sabemos que o que temos pela frente é enorme”, afirmou, acrescentando que o orçamento do Instituto Nacional do Câncer (Incan) cresceu mais de três vezes nesse período. “Seguiremos destinando mais recursos para comprar medicamentos e contratar pessoal médico.”

Peña destacou a importância da formação de médicos no Paraguai e disse que o governo está investindo em infraestrutura no Incan “como nunca antes”. Ele também mencionou o início da construção do novo Hospital Nacional de Itauguá, que, segundo ele, “não será apenas o maior e mais moderno hospital do Paraguai, mas se tornará referência em toda a América do Sul”.

A Associação de Pacientes com Câncer e Familiares (Apacfa) ressalta a importância da detecção precoce, do acesso contínuo a medicamentos e serviços médicos. O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, e a conscientização, a consulta precoce e a continuidade dos tratamentos são fundamentais para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

Em março, o viceministro de Atenção Integral à Saúde e Bem-Estar Social, Saúl Recalde, admitiu a falta de quatro medicamentos oncológicos e que outros 22 estavam em estado crítico no Incan. Em julho de 2024, após protestos de pacientes oncológicos e a intervenção no Incan, o diretor Raúl Doria renunciou, sendo substituído brevemente por Nick Ocampos, que também renunciou. A atual interventora, Jabibi Noguera, foi nomeada pelo Ministério da Saúde.