Peña revoga permissão especial e Liseras retoma cargo na Conajzar

O presidente Santiago Peña revogou o polêmico "permissão especial" que mantinha Carlos Liseras afastado da Conajzar, permitindo que ele retome o cargo após deixar o Senado, onde assumiu devido a uma cadeira vaga pela licença inconstitucional de Hernán Rivas, envolvido em escândalo de título falso, e pela renúncia do suplente Julio Borba.

Peña revoga permissão especial e Liseras retoma cargo na Conajzar

O presidente Santiago Peña revogou o polêmico "permissão especial" que mantinha Carlos Liseras afastado da Comissão Nacional de Jogos de Azar (Conajzar). A medida foi formalizada pelo Decreto N° 6462, assinado em 31 de julho de 2026, que põe fim ao afastamento sem vencimentos concedido a Liseras em abril.

Com a revogação, Liseras retoma suas funções na Conajzar, onde representa a Direção Nacional de Ingresos Tributarios (DNIT), a autoridade tributária e aduaneira do Paraguai. A DNIT foi criada pela fusão da Dirección Nacional de Aduanas com a Subsecretaría del Estado de Tributación (SET), e a Conajzar foi integrada a esta nova instituição. O decreto também agradece os serviços de Roxana Carolina del Rio Villalba, que havia sido nomeada para o cargo durante o afastamento de Liseras.

A situação irregular começou em 22 de abril, quando Liseras, que é senador suplente pelo Partido Colorado (ANR), assumiu uma cadeira no Senado. Isso ocorreu após a renúncia do suplente Julio Borba e do afastamento do senador titular Hernán Rivas, que acessou uma licença inconstitucional devido aos casos escandalosos de seu suposto título falso de advogado. Para assumir o cargo legislativo, Liseras obteve uma permissão especial sem salário para se afastar da Conajzar.

Na época, a nomeação foi alvo de fortes críticas e foi classificada como inconstitucional por setores jurídicos. O advogado Hugo Estigarribia foi um dos que questionou a legalidade do ato. Em sua defesa, Liseras argumentou que sua situação estava amparada pela Lei 7445 da Função Pública, que regulamenta as incompatibilidades para cargos públicos. Ele afirmou que recebia apenas o salário de senador e que apenas a Corte Suprema de Justiça teria autoridade para declarar a inconstitucionalidade do seu caso.

A trajetória de Liseras no Senado foi curta. Ele deixou a cadeira em 23 de julho, após o retorno do senador titular Gustavo Leite, que renunciou ao cargo de embaixador paraguaio nos Estados Unidos antes de completar um ano de missão. Com a saída do Legislativo, a justificativa para o afastamento da Conajzar deixou de existir, levando o presidente Peña a revogar a permissão especial.

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Fontes (1)

Atualizado: 2 de ago. de 2026, 00:16