O programa habitacional Che Róga Porã, do Ministério de Urbanismo, Vivienda y Hábitat (MUVH) do Paraguai, já beneficiou mais de 6.100 famílias com créditos pré-aprovados ou em análise, segundo o ministro Juan Carlos Baruja. A meta é chegar a 7.500 operações até o final de 2026.
Entre os beneficiários está Tania, uma paraguaia residente em Santander, Espanha, que se tornou a primeira compatriota no exterior a adquirir uma casa por meio do programa. A entrega da residência, construída em San Antonio, contou com a presença do presidente Santiago Peña, que destacou a iniciativa como a primeira política pública voltada para paraguaios no exterior.
O Che Róga Porã 3.0, lançado em maio deste ano, ampliou o limite de renda para nove salários mínimos, aumentando o alcance do programa. Baruja explicou que a versão anterior excluía trabalhadores com renda acima de seis salários mínimos, agora incluídos na nova fase.
Os recursos do programa, que já ultrapassam US$ 269 milhões, são operados por 34 instituições financeiras em todos os 17 departamentos do país. Um empréstimo de US$ 200 milhões do governo de Taiwan, via Eximbank, está sendo utilizado, mas o crescimento da demanda já levou o governo a buscar uma nova linha de crédito no mesmo valor.
O déficit habitacional no Paraguai, segundo o Censo Nacional de 2022, é de 1.117.212 moradias, sendo que mais de 1 milhão precisam de reformas ou ampliações. Baruja afirmou que o ritmo atual de construção começa a reduzir esse histórico, mas reconheceu que o desafio ainda é grande.
O programa também impulsiona a economia, gerando em média dez empregos por casa construída. Atualmente, entre 25 mil e 40 mil pessoas trabalham diretamente em obras vinculadas ao Che Róga Porã.
Nos dias 25 e 26 de julho, será realizada a Expo e Foro Che Róga no Puerto de Assunção, com acesso gratuito. O evento reunirá instituições financeiras, incorporadoras e outros agentes do setor para orientar famílias interessadas no programa.
