Senad intercepta jato com aproximadamente 261 kg de maconha em aeroporto de Luque

A Senad interceptou um jato privado procedente de Miami com aproximadamente 261 kg de maconha premium avaliada em US$ 3,6 milhões no aeroporto de Luque, resultando na prisão de cinco pessoas, incluindo um empresário estoniano cofundador da Bolt Mobility (empresa de micromobilidade dos EUA, sem relação com o aplicativo Bolt usado no Paraguai), que nega envolvimento com a droga.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) interceptou um jato privado procedente de Miami, nos Estados Unidos, com aproximadamente 261 quilos de maconha premium em um hangar particular na zona do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque. A operação foi realizada no âmbito do Programa Colibrí, iniciativa interinstitucional que reúne a Senad, a Força Aérea Paraguaia, a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), a DNIT e a Polícia Nacional.

A aeronave havia feito escala no Panamá antes de chegar ao Paraguai. Os agentes intervieram no momento em que maletas eram descarregadas do jato para serem transferidas a um veículo terrestre com destino a um ponto de Assunção. Um cidadão americano foi preso durante a ação, e a carga, avaliada em cerca de 3,6 milhões de dólares no mercado ilegal brasileiro, foi apreendida.

As investigações identificaram outros integrantes da tripulação, entre eles o piloto e empresário tecnológico de origem estoniana Keith Siilats, cofundador da empresa Bolt Mobility nos Estados Unidos (empresa de micromobilidade, sem relação com o aplicativo Bolt usado no Paraguai), que seria também proprietário da aeronave. Siilats teria deixado o território paraguaio na manhã de sábado, poucas horas antes da operação. Segundo declarações do próprio Siilats, ele negou qualquer envolvimento com a droga, afirmando que desconhecia a existência da carga ilícita e que está disposto a colaborar com as autoridades. Essa versão não foi verificada de forma independente.

Além do detido inicialmente, outros três ocupantes do jato foram presos: Troy Anthony Vásquez, de 42 anos, que teria alugado a aeronave; David Thomas Wise, de 58 anos — embora algumas fontes indiquem que teria 57; e Marisol Rivas, de 39 anos. Os três foram imputados pela fiscal Ingrid Cubilla por tráfico internacional de drogas e posse não autorizada, nos termos da Lei 1.340.

Um quarto suspeito, Jabari Stephen Brown, foi detido posteriormente em um hotel no centro de Assunção. Brown é conhecido nas redes sociais e em meios especializados em aviação por ter ganhado um jato executivo em uma competição organizada pelo youtuber MrBeast. Segundo relatos, ele colaborou com as investigações e não foi incluído no processo, por provavelmente não ter conhecimento da carga transportada.

A empresa Bolt Mobility, vinculada ao piloto Siilats, tem nome semelhante ao da plataforma de transporte Bolt, amplamente utilizada no Paraguai. Diante da confusão gerada entre usuários locais, a multinacional europeia que opera a app no país emitiu comunicado desvinculando-se completamente do caso de tráfico de drogas, esclarecendo que não possui nenhum vínculo societário, operacional ou comercial com a firma norte-americana.

As autoridades seguem com as diligências para localizar todos os envolvidos e determinar a estrutura logística utilizada no transporte da droga, bem como os possíveis destinatários da carga.

O Paraguai é conhecido como rota de trânsito para o tráfico internacional de drogas devido à sua localização geográfica estratégica entre países produtores e consumidores, o que torna operações como esta relevantes para o combate ao narcotráfico na região.

Fontes (8)

Atualizado: 5 de jun. de 2026, 17:09