A pesquisa mensal do Banco Central do Paraguay (BCP) com agentes do sistema financeiro, economistas e referentes do mercado indica um aumento na percepção de risco inflacionário para o encerramento de 2026. De acordo com os resultados da Encuesta de Expectativas de Variables Económicas (EVE) de maio, a mediana das expectativas de inflação para o fim do ano subiu para 3,9%, ante 3,7% registrados na edição anterior. O número supera a meta oficial de 3,5% estabelecida pela banca matriz para o exercício.
Para o fechamento de 2027 e para os próximos 12 meses, as projeções se mantiveram estáveis em 3,5%, alinhadas à meta do BCP. Em relação à inflação mensal, os agentes estimam que maio de 2026 feche em 0,6%, acima tanto do 0,4% observado em maio de 2025 quanto do 0,5% previsto na pesquisa de abril. Para junho, a expectativa é de 0,5%. Em abril passado, a inflação mensal foi de 0,8%, enquanto a variação interanual ficou em 2,3%.
No que tange ao câmbio, a mediana das expectativas para a cotação do dólar em maio de 2026 caiu para G. 6.200, ante G. 6.502 estimados na pesquisa anterior. Na prática, a moeda americana encerrou o período cotada a G. 6.170 no mercado local. Para o fechamento de 2026, os agentes reduziram a projeção para G. 6.475, abaixo dos G. 6.700 previstos em abril. Já para 2027, a expectativa é de G. 6.700, inferior aos G. 6.900 estimados anteriormente.