O I Love Paraguay, restaurante fundado em 2007 em Sunnyside, no distrito de Queens, em Nova York, tornou-se o primeiro licenciado da Marca País Paraguai fora do território nacional. A licença foi entregue pelo presidente Santiago Peña em 24 de setembro, durante sua agenda nos Estados Unidos.
Criado por Nancy Ojeda e sua família, o estabelecimento surgiu da saudade dos sabores e costumes paraguaios após a emigração. Ao longo de quase duas décadas, tornou-se ponto de encontro da comunidade paraguaia e espaço para apresentar a gastronomia e a cultura do país ao público americano.
Peña afirmou que o restaurante é “um pequeno espaço do Paraguai fora do Paraguai” e destacou o papel de paraguaios que vivem no exterior na divulgação da identidade nacional. O presidente também recordou a própria experiência nos Estados Unidos e mencionou o techaga’u, palavra guarani associada à saudade e à dor da distância.
Ojeda disse que a nostalgia pela comida inspirou o negócio: “Quando a gente emigra, a primeira coisa de que sente falta é a comida”. Ela atribuiu a trajetória do restaurante ao trabalho conjunto do marido, dos filhos e das pessoas que passaram pela equipe, e afirmou que a licença também traz o compromisso de continuar apresentando o Paraguai com excelência.
A licença autoriza o I Love Paraguay a representar oficialmente a Marca País no exterior. No Paraguai, o programa reúne 150 licenças ativas, destinadas a empresas, representantes e eventos de setores como alimentos, serviços, agroindústria, manufatura e produção agropecuária. Organizações licenciadas podem participar de capacitações, atividades de inteligência de mercado, networking e promoção internacional por meio da Rede de Investimentos e Exportações (Rediex), órgão paraguaio de apoio à atração de investimentos e à promoção de exportações.
A concessão amplia para fora do país um programa que busca projetar atributos como qualidade, compromisso, inovação, sustentabilidade e excelência. No caso do restaurante, a licença reconhece uma iniciativa familiar cuja atuação cultural começou com a experiência cotidiana da comunidade migrante em Queens.
