Senadora Samaniego defende Conselho do IPS e auditoria interna contradiz denúncia contra Banco Atlas

A senadora Lilian Samaniego defendeu a permanência do Conselho de Administração do IPS, enquanto uma auditoria interna contradisse a denúncia de dano patrimonial contra o Banco Atlas no caso do fideicomisso.

Senadora Samaniego defende Conselho do IPS e auditoria interna contradiz denúncia contra Banco Atlas
Ilustração gerada por IA.

A senadora Lilian Samaniego defendeu a manutenção do Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS), em meio ao debate sobre uma eventual reforma da previdência social paraguaia. Em declarações recentes, a parlamentar afirmou que a instituição necessita de mudanças estruturais para melhorar o atendimento aos segurados, mas que a solução não passa pela extinção do órgão colegiado.

“Conheço o IPS. Fui funcionária durante 14 anos daquele lugar. O IPS precisa de uma reforma profunda, mas não da desaparição do Conselho do IPS”, declarou Samaniego. Para ela, o problema central não está na existência do conselho, mas na forma como seus integrantes são escolhidos. “Há que saber eleger seus representantes, e os representantes devem cumprir seu papel de representar realmente as pessoas que os elegeram”, completou.

A senadora também destacou a situação crítica do Hospital Central do IPS, cuja alta demanda exige medidas urgentes. “Urgentemente, é preciso desafogar o Hospital Central. É preciso construir outros hospitais. Todos aqueles terrenos ao redor são do IPS. O que não entendo é por que não constroem”, questionou.

Paralelamente, uma auditoria interna do IPS reacendeu a polêmica em torno do fideicomisso firmado com o Banco Atlas. De acordo com documentos e depoimentos de ex-funcionários da previdência, o relatório de fiscalização teria sido desmontado ponto a ponto pelos próprios gestores da instituição. Ex-gerentes afirmaram que todas as ações foram executadas por determinação do Conselho de Administração, a máxima autoridade do IPS, sem qualquer interferência do banco. A auditoria, no entanto, manteve suas observações, mas recuou ao admitir que “em nenhuma linha a auditoria interna mencionou a existência de dano patrimonial”.

Os descargos apresentados por ex-funcionários, como o ex-gerente de Administração e Finanças Rolando Coronel, sustentam que “todas as gestões foram realizadas conforme as Resoluções do Conselho de Administração e as normas estabelecidas pela lei 1535/99”. Apesar da contundência dos argumentos, a auditoria preferiu ignorá-los, segundo os relatos, e forçou a aplicação de um artigo legal que alegava que o banco “tinha que assessorar e orientar o IPS sobre as melhores práticas”.

Fontes (2)

Atualizado: 20 de jul. de 2026, 01:30