O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) convocou para esta segunda-feira (19) uma reunião ampliada do Comitê Político, em meio a denúncias de movimentos internos sobre supostas irregularidades no processo eleitoral das internas marcadas para 7 de junho de 2026. Setores opositores alegam exclusão de apoderados e técnicos de auditorias das máquinas de votação e anunciam sistema próprio de apuração paralela.
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O deputado Lilian Samaniego (PLRA) negou ter agredido alguém durante um incidente em Quyquyhó, afirmando que retornou ao local para acalmar uma briga após ser informado de que um de seus assessores estava sendo atacado. Vídeos do ocorrido circularam nas redes, mas até o momento não há denúncias formais.
Movimentos internos do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) alertaram para irregularidades no uso das máquinas de votação nas eleições internas marcadas para 7 de junho, incluindo problemas na contratação, falta de auditoria técnica e ausência de fiscalização na preparação dos equipamentos. O senador Éver Villalba anunciou que o partido implementará um sistema de controle paralelo, com a participação dos próprios eleitores e um TREP próprio.
O deputado liberal Freddy Franco defendeu seu projeto de lei que institui o 'Dia Nacional do Vori Vori' e criticou duramente o senador Dionisio Amarilla, a quem acusou de dupla face por sua proximidade com o governo colorado. Franco sugeriu que o debate sobre o prato típico foi usado para desviar a atenção do escândalo dos títulos falsos do ex-senador Hernán Rivas.
O presidente do Senado, Basilio 'Bachi' Núñez, rebateu críticas de dissidentes da ANR e do PLRA sobre a confiabilidade do sistema de votação eletrônica, classificando-as como tentativa de 'abrir o guarda-chuva' diante de uma possível derrota. Ele defendeu o TSJE e anunciou um projeto de lei para permitir que eleitores escolham até dois candidatos dentro de uma mesma lista (duplo desbloqueio).
No próximo dia 7 de junho, além de escolher candidatos a prefeitos e vereadores, dez agrupamentos políticos paraguaios realizarão eleições internas para presidente e demais autoridades partidárias. O PLRA, maior partido de oposição, tem sete candidatos à presidência; o PEN, dois. A maioria das legendas apresenta chapa única.
A senadora Celeste Amarilla (PLRA) criticou duramente a Mesa Diretora do Senado por dedicar tempo a projetos simbólicos, como a declaração do 'Dia Nacional do Vori Vori', enquanto o país enfrenta crise na saúde pública, falta de medicamentos e denúncias de corrupção, especialmente no Instituto de Previsão Social (IPS).
O presidente do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Hugo Fleitas, defendeu a manutenção de alianças com todas as forças de oposição, especialmente com o Partido Yo Creo, visando as eleições de 2028. A declaração ocorre em meio a debates internos sobre a composição da chapa opositora e a rejeição a possíveis vetos a figuras como Miguel Prieto.
A senadora paraguaia Esperanza Martínez afirmou que a articulação entre o Frente Guasú, o PLRA e outros setores avança em 138 municípios, mas reconheceu tensões internas e desafios impostos pelo voto preferencial. Ela defendeu alianças territoriais como chave para as eleições municipais.