Movimentos internos do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) denunciaram nesta terça-feira (18) uma série de irregularidades no processo eleitoral das internas partidárias simultâneas, previstas para 7 de junho. As críticas concentram-se na vulnerabilidade das máquinas de votação, na falta de garantias na auditoria técnica e na concentração do controle operacional e tecnológico nas mãos do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE).
O senador Éver Villalba, em entrevista coletiva, apontou que a carga e a preparação das urnas e dos malotes eleitorais foram realizadas sem a presença de apoderados ou representantes dos movimentos participantes. “A concentração do controle operativo e tecnológico do processo em órgãos e funcionários do TSJE é preocupante”, afirmou.
Diante do cenário, o PLRA planeja um “controle paralelo” que envolve diretamente o eleitor. “Vamos pedir à população que nos ajude a fiscalizar. O próprio eleitor será parte desse controle. Teremos nosso próprio TREP (Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares)”, declarou Villalba.
Os dirigentes liberais também cobram a realização da auditoria das máquinas, que deveria ter ocorrido em fevereiro. Além disso, os movimentos haviam solicitado ao Tribunal Electoral Independiente (TEI) do PLRA a abertura do sobre 4 após as eleições, mas o órgão partidário não se manifestou. Villalba pediu que apoderados e mesários fiquem atentos no dia da votação, diante da “falta de vontade” do TEI e da Justiça Electoral.