Yo Creo acusa al Ministerio Público de intentar apartar a Miguel Prieto de 2028

Dirigentes do Yo Creo acusaram o Ministério Público de tentar afastar Miguel Prieto da disputa presidencial de 2028 por meio de uma ação penal que investiga pagamentos superiores a G. 11,2 bilhões em obras ligadas ao Hospital de Ciudad del Este, enquanto a acusação, que também envolve o deputado Walter García, não apresentou provas públicas de coordenação política.

Yo Creo acusa al Ministerio Público de intentar apartar a Miguel Prieto de 2028

Dirigentes do partido Yo Creo acusam o Ministério Público de tentar afastar Miguel Prieto da disputa presidencial de 2028 por meio de um processo penal relacionado a supostas irregularidades em obras no hospital de Ciudad del Este. As acusações foram feitas em 8 de setembro, sem que tenham sido apresentadas provas públicas de uma coordenação política por trás das investigações.

Denis Darío Dioff, candidato à prefeitura de Ayolas pela aliança Recuperando el Paraíso, afirmou que se pretende “claramente tirar Prieto do caminho para deixar o campo livre”. O representante partidário disse que o crescimento político do ex-prefeito de Ciudad del Este preocupa o governista Partido Colorado (ANR) e acusou a legenda de utilizar a Justiça como uma “arma política”.

O deputado Walter García, do Yo Creo, intensificou as críticas e classificou como “terrorismo de Estado” o suposto uso de instituições públicas para retaliar opositores. Essa afirmação representa uma avaliação política do parlamentar e não uma conclusão estabelecida judicialmente.

O processo mencionado investiga pagamentos superiores a 11,2 bilhões de guaranis ao Conselho Local de Saúde, que teriam sido realizados sem o cumprimento dos mecanismos de planejamento exigidos. Prieto já responde a uma acusação por lesão de confiança. García também foi acusado, mas sua imunidade parlamentar impede atualmente o prosseguimento do processo contra ele.

Em uma audiência preliminar, o Ministério Público solicitou a suspensão condicional do processo para Lucía Lisboa, secretária do Conselho de Saúde; Salem Esgaib, tesoureiro; e os membros Karen González, Freddy Martínez, Sonia Barrios e Hugo Benítez. García argumentou que as irregularidades identificadas na acusação somariam cerca de 757 milhões de guaranis — um valor significativamente inferior ao suposto prejuízo de 11,2 bilhões de guaranis. As fontes consultadas não explicam como essa diferença foi calculada nem se ela foi confirmada por uma decisão judicial.

As acusações surgem em um período de reorganização da oposição antes das eleições presidenciais de 2028. Dioff também anunciou uma campanha local em Ayolas para as eleições municipais de 4 de outubro e afirmou que a aliança dispõe de uma estrutura coordenada, ao mesmo tempo em que descreveu divisões internas na ANR. Sua avaliação política sobre apoios cruzados entre candidatos colorados não foi sustentada por provas independentes.

O candidato também relacionou a campanha à crise econômica em Ayolas e criticou o fato de os recursos administrados pela Entidade Binacional Yacyretá, organismo argentino-paraguaio responsável pela usina hidrelétrica, não terem se traduzido em uma melhoria da qualidade de vida local. “Ayolas vive uma crise como nunca antes”, declarou.

Compartilhar WhatsApp Facebook LinkedIn

Fontes (2)

Atualizado: 9 de set. de 2026, 08:32