Bachi defende indicação de dois integrantes do Partido Colorado para a Controladoria-Geral

O presidente do Congresso, Bachi Núñez, defendeu a proposta de indicar dois integrantes do Partido Colorado para a Controladoria-Geral, citando casos de ex-controladores ligados à oposição. A reportagem criticou a defesa de Núñez, mencionando seu voto para que Hernán David Rivas presidisse o JEM e a alegação de que a maioria governista poderia prosseguir sem a oposição.

Bachi defende indicação de dois integrantes do Partido Colorado para a Controladoria-Geral

O presidente do Congresso, senador Basilio "Bachi" Núñez, do Partido Colorado, defendeu a proposta de seu partido de indicar dois integrantes da legenda para os cargos de controlador-geral e subcontrolador-geral da República. A posição foi uma resposta ao senador independente Eduardo Nakayama, que havia sugerido que a oposição deveria boicotar o processo de seleção caso a Associação Nacional Republicana (ANR) insistisse em indicar os dois nomes.

Em sua conta no X, Bachi Núñez justificou a proposta citando o histórico de ex-controladores ligados à oposição que enfrentaram processos penais e foram condenados. Ele mencionou os casos de Daniel Fretes Ventre, Óscar Rubén Velázquez Gadea e José Enrique García. Segundo o relato citado por Núñez, Fretes Ventre foi condenado em 2006 por lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas depois absolvido pela Corte; Velázquez Gadea foi condenado por lesão de confiança; e García, por produção de documentos não autênticos e instigação de um subordinado. "Hoje precisamos romper esse ciclo: um processo de seleção transparente, meritocrático e baseado em trajetória técnica, não em cor política nem pactos", argumentou Núñez.

A reportagem criticou a defesa de Núñez, mencionando que ele votou para que o ex-senador Hernán David Rivas presidisse o Jurado de Enjuiciamento de Magistrados (JEM). Também criticou a atuação da Controladoria sob o colorado Camilo Benítez Almada, dizendo que ela abriu caminho para que o presidente Santiago Peña fosse liberado sem esclarecer a origem de sua fortuna.

A reportagem apontou como contraditória a alegação de que a maioria parlamentar governista permite prescindir da oposição nas nomeações, observando que representantes do governo também justificaram essa possibilidade com a maioria nas duas câmaras.

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Fontes (1)

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