Bônus do Tesouro paraguaio atingem G 9,4 trilhões e equivalem a 2,36% do PIB

O estoque de títulos do Tesouro paraguaio em circulação atingiu G 9,473 trilhões no primeiro semestre de 2026, valor que equivale a 2,36% do PIB do país.

Bônus do Tesouro paraguaio atingem G 9,4 trilhões e equivalem a 2,36% do PIB
Ilustração gerada por IA.

O mercado local de Títulos do Tesouro paraguaios, conhecidos como Botes, mantém um peso ainda limitado na dívida pública do país, mas sua estrutura mostra um uso crescente do financiamento em moeda local. De acordo com dados do Ministério da Economia e Finanças (MEF), o estoque de títulos em circulação atingiu G 9,473 trilhões no primeiro semestre de 2026, o equivalente a US$ 1,557,6 bilhões, utilizando a cotação do dólar de G 6.081,67 vigente em 29 de junho.

Esses títulos internos representam 7,15% da Dívida Pública total e 2,36% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai. Embora a participação seja modesta, sua relevância estratégica é maior, pois as emissões em guaranis reduzem a exposição do Tesouro às variações cambiais e ajudam a desenvolver uma curva de juros local, essencial para ampliar as opções de investimento.

A composição da dívida revela uma concentração significativa em títulos de longo prazo. Os títulos emitidos originalmente com vencimento em 15 anos somam G 3,618 trilhões, representando 38,2% do total. Em seguida, aparecem os títulos de sete anos (G 1,945 trilhão, 20,5%) e os de dez anos (G 1,450 trilhão, 15,3%). A taxa de juros nominal média ponderada da carteira é de 8,79%, com um prazo médio de vencimento de 6,78 anos.

As emissões mais recentes, realizadas entre 2023 e 2026, são dominantes, concentrando G 7,265 trilhões, ou 76,7% do saldo total. A colocação de 2023 detém o maior volume anual, com G 2,503 trilhões, enquanto os títulos emitidos apenas em 2026 já acumulam G 1,672 trilhão, majoritariamente em instrumentos de 15 anos com taxa de 9,50%.

Essa alta participação de emissões recentes indica uma consolidação do mercado doméstico como fonte de financiamento. No entanto, a taxa média de juros de 8,79% representa um desafio para o custo do serviço da dívida, exigindo que os recursos captados sejam aplicados em investimentos que gerem benefícios econômicos e sociais suficientes para justificar os pagamentos futuros.

Fontes (1)

Atualizado: 21 de jul. de 2026, 01:30