A carne suína passou de cerca de 5% para 15% de participação no mercado paraguaio, enquanto o volume vendido cresceu quase 6 mil quilos em relação ao ano anterior, alta de aproximadamente 23%. A rentabilidade monetária, porém, ficou em apenas 2%, em meio à redução do preço por quilo.
Gustavo Lezcano, presidente da Câmara Paraguaia de Supermercados (Capasu), deu as declarações em entrevista à Radio 1000. Ele afirmou que o preço da carne suína “na carcaça” caiu de cerca de 22 mil para 15 mil guaranis por quilo e relacionou a redução dos custos de produção e comercialização ao aumento do volume vendido.
Lezcano disse que a carne de frango também tem cerca de 15% de participação na preferência diária das famílias e disputa espaço com a suína. A carne bovina segue sua própria trajetória de crescimento; os dados apresentados não apontam substituição direta provocada pelo avanço da carne suína.
Sobre a formação dos preços da carne bovina nos supermercados, Lezcano explicou que as redes compram carcaças inteiras e as dividem em cerca de 30 cortes. Cortes populares, como puchero e peças com osso ou de segunda, podem ser vendidos abaixo do custo de aquisição, por valores entre 9 mil e 12 mil guaranis. Cortes de primeira têm preços mais altos e ajudam a compensar essa diferença. Nesse sistema, a margem final estimada das redes fica entre 12% e 13%.
