Comissão do Senado paralisa projetos de financiamento para a saúde

A Comissão de Fazenda do Senado paraguaio paralisou um projeto que redirecionaria recursos de comunicação para a saúde e adiou por 15 dias a análise de uma ampliação orçamentária para pagar dívidas do setor.

Comissão do Senado paralisa projetos de financiamento para a saúde
Ilustração gerada por IA.

A Comissão de Fazenda e Orçamento do Senado paraguaio, presidida por Silvio "Beto" Ovelar, decidiu não emitir um parecer sobre um projeto que propunha redirecionar quase G. 9,75 bilhões. O valor, originalmente destinado a campanhas de comunicação, eventos institucionais e contratação de influenciadores digitais, seria usado para a compra de medicamentos e insumos hospitalares essenciais.

O senador Ovelar justificou a decisão alegando que, como os recursos envolvidos são da Itaipu Binacional, era necessário primeiro consultar o diretor-paraguaio da entidade, Justo Zacarías Irún. A postura foi apoiada pelo líder da bancada governista, o senador Natalicio Chase, que se recusou a debater especificamente os recursos para influenciadores e preferiu questionar diretamente o titular da Itaipu sobre a disponibilidade de verbas para o Ministério da Saúde.

Paralelamente, a mesma comissão acordou adiar por 15 dias o estudo de um projeto de ampliação orçamentária destinado ao pagamento de dívidas do Estado com fornecedores da saúde, incluindo empresas farmacêuticas. O adiamento foi decidido após uma reunião com a ministra da Saúde, María Teresa Barán, e a ministra substituta da Economia, Andrea Picaso.

Ovelar afirmou que a dívida acumulada do Ministério da Saúde chega a US$ 1 bilhão, contraída desde 2012, e que o Senado se compromete a aprovar a medida. No entanto, ele destacou que a fonte de financiamento para essa ampliação ainda precisa ser definida, já que o uso de recursos ordinários do Tesouro ou de maior arrecadação tributária parece inviável, podendo ser necessária uma "reengenharia financeira".

Sem o parecer da comissão, o projeto que redireciona os recursos da comunicação para a saúde ficou congelado e fora da pauta da sessão ordinária do Senado, enquanto a solução para o pagamento dos fornecedores de saúde foi postergada por duas semanas.

Fontes (2)

Atualizado: 23 de jul. de 2026, 01:30