Dois policiais e um civil morreram durante um ataque armado ao Puesto Policial N.º 4 na colônia Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, departamento de Canindeyú, na noite de terça-feira. O suboficial Víctor Raúl Gavilán foi baleado, sobreviveu e foi transferido para o Hospital de Policía Rigoberto Caballero em Assunção, onde seu estado de saúde é considerado estável.
O ministro do Interior, Enrique Riera, classificou o ataque como "covarde e cruel" e prometeu uma resposta contundente do Estado. Ele afirmou que as investigações seguem duas linhas principais: a possível autoria do grupo armado autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP) ou de organizações de crime organizado atuantes na região.
O comandante da Polícia Nacional, César Silguero, destacou a desproporção de forças, com apenas cinco a seis policiais enfrentando um grupo estimado entre 20 e 30 homens armados com roupas camufladas e armas de guerra. Os atacantes incendiaram a sede policial e os veículos estacionados no local antes de fugir a pé em direção a uma área de pastagem.
O fiscal geral do Estado, Emiliano Rolón, designou uma equipe especial do Ministério Público para investigar o caso, incluindo os fiscais Lorenzo Lezcano e Federico Delfino, da Unidade Especializada em Crimes contra a Liberdade das Pessoas e Terrorismo. O fiscal Óscar Paredes, responsável pelas investigações iniciais, afirmou que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a possível participação do grupo liderado por Felipe Santiago Acosta, conhecido como "Macho".
Riera sugeriu que o ataque pode ser uma resposta às recentes operações bem-sucedidas contra o narcotráfico na região, que resultaram na apreensão de nove toneladas de drogas e na detenção de líderes criminosos envolvidos. Ele reconheceu que o governo precisa investir urgentemente em melhorias na infraestrutura das delegacias, que totalizam 1200 em todo o país.
O ataque reacendeu questionamentos sobre a efetividade da "Operação Responsum", anunciada pelo governo há um mês, que prometia uma aliança tática entre polícia e forças armadas para uma resposta mais rápida e eficiente ao crime organizado.
