A Controladoria-Geral da República (CGR) do Paraguai instaurou um processo sumário contra o ex-senador Javier “Chaqueñito” Vera por não ter apresentado sua declaração jurada de bens (DDJJ) no prazo de 15 dias úteis após sua expulsão do Senado, ocorrida em maio de 2026. Armindo Torres, diretor de Declarações Juradas da CGR, confirmou que Vera já foi notificado e que o prazo para defesa está em curso.
“Já se passaram mais de 15 dias desde a expulsão e ele ainda não apresentou a declaração. A multa, conforme a nova lei, varia de 20% a 100% do salário, dependendo dos dias de atraso”, explicou Torres. Anteriormente, a penalidade era fixa em 300 jornais, mas a atualização legal tornou o valor proporcional à remuneração do funcionário.
Vera, em entrevista à Rádio Monumental 1080 AM, afirmou que o esquecimento foi causado pelo turbilhão de eventos após sua saída do cargo. “Realmente se me passou esse tema. Quando tiver tudo em ordem, vou publicar. Imagine tudo o que me aconteceu. Muito preocupante, tenho que vender meu corpo para pagar essa multa”, declarou. Ele também negou que haja uma imputação formal contra si, embora reconheça estar sob investigação fiscal, e disse que está montando um salão gastronômico em Luque.
Torres destacou que a Controladoria pode investigar o patrimônio de ex-funcionários mesmo sem a apresentação da declaração, e defendeu a reintrodução da inabilitação para cargos públicos por um a cinco anos como sanção adicional. A medida, segundo ele, desestimularia a omissão deliberada de informações patrimoniais por parte de agentes processados ou acusados de ilícitos.
Além de Vera, os ex-senadores Erico Galeano e Hernán Rivas também devem apresentar suas declarações juradas nos próximos dias, conforme lembrou o diretor.