Dois ex-funcionários da DNIT, autoridade tributária e aduaneira do Paraguai, foram enviados a julgamento por acusações de extorsão e corrupção no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque. O juiz Humberto Otazú decidiu que Francisco Javier Acosta Rolón, ex-chefe da Divisão da Alfândega, e Juan Andrés Arroyos Bázquez, ex-administrador interino, enfrentarão um processo oral e público.
A acusação foi apresentada pela promotora Verónica Valdez, com base na denúncia de Julio César Silvano Delgado, sócio-gerente da empresa de remessas Geomil Express Py SRL. Segundo o relato, em julho de 2025, os funcionários exigiram pagamentos extras em dinheiro vivo para liberar uma carga proveniente da Espanha, inicialmente solicitando US$ 2.030 e depois reduzindo o valor para US$ 1.700.
Silvano pagou US$ 1.200 em guarani, equivalentes a G 9,36 milhões na cotação do dia, diretamente a Acosta, mas não efetuou o restante. Durante uma busca surpresa nas dependências da DNIT no aeroporto, em 15 de julho de 2025, foram apreendidos US$ 50.395, G 22,8 milhões e outros valores em moedas estrangeiras, além de documentos com anotações manuscritas.
Os dois acusados foram detidos no mesmo dia do procedimento e permanecem sob processo pelos crimes de corrupção passiva e extorsão. A defesa de ambos tentou, sem sucesso, trancar a ação por meio de recursos, que foram rejeitados pelo juiz Otazú.
