Ex-senador Bacchetta alertou Câmara sobre título falso de Hernán Rivas em 2020

O ex-senador Enrique Bacchetta alertou a Câmara de Deputados em 2020 sobre as dúvidas no título de advogado de Hernán Rivas, cujo julgamento por uso de documento falso revela certificados com graves erros de grafia e o testemunho de um ex-reitor que afirma tê-lo assinado dentro de um carro sem ter visto Rivas cursar disciplinas.

Ex-senador Bacchetta alertou Câmara sobre título falso de Hernán Rivas em 2020

O ex-senador e ex-presidente do Jurado de Enjuiciamiento de Magistrados (JEM), Enrique Bacchetta, afirmou ter alertado a Câmara de Deputados em 2020 sobre as dúvidas quanto ao título de advogado de Hernán Rivas. Em entrevista recente, Bacchetta revelou que enviou uma nota formal ao legislativo após a posse de Rivas no JEM, em setembro daquele ano, advertindo sobre uma possível "tragédia institucional". Ele declarou que, na época, já circulavam publicações indicando que a Universidade Sudamericana nunca havia registrado o título de Rivas em Luque e que o Ministério da Educação e Ciências (MEC) não validava os diplomas da instituição.

Bacchetta também questionou a indicação de Rivas para a presidência do JEM, feita por Enrique Kronawetter e Oscar Paciello, nomeados pelo então presidente Mario Abdo Benítez. Ele mencionou que Orlando Arévalo, proposto como vice-presidente, também era alvo de questionamentos sobre sua qualificação. "Imagina você", concluiu o ex-senador, destacando a gravidade das nomeações para um órgão crucial do sistema de Justiça paraguaio.

Enquanto isso, o julgamento oral contra Hernán Rivas, acusado pelo Ministério Público de usar um título de conteúdo falso, começou a revelar irregularidades nos documentos apresentados. O certificado de estudos do ex-senador contém uma série de erros graves de escrita. Notas numéricas aparecem com a grafia incorreta, como "Custro" para o número 4, "Einco" ou "Onco" para o 3, e em um caso a nota 1 está acompanhada da palavra "Tres".

Além disso, o documento lista uma disciplina chamada "Metroiologia Científica", entre outros erros que chamam a atenção em um documento acadêmico. Durante as primeiras audiências, um ex-reitor da Universidade Sudamericana testemunhou que assinou o título de advogado de Rivas dentro do próprio carro e afirmou nunca ter visto o ex-senador cursar disciplinas ou fazer exames na universidade.

O processo judicial agora busca determinar a autenticidade da documentação e as circunstâncias em que o título foi emitido, para definir se as irregularidades são meros erros administrativos ou parte das condutas alegadas pela acusação.

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Fontes (2)

Atualizado: 12 de ago. de 2026, 01:00