Um grupo empresarial do Equador, formado pela siderúrgica Novacero e pelo Holding Swissôtel, planeja investir cerca de US$ 200 milhões no Paraguai. O projeto, apresentado ao presidente Santiago Peña, prevê a construção de um complexo que inclui um hotel de grande porte, um centro de convenções e espaços comerciais.
O anúncio ocorre em um momento de expansão econômica no país, que registrou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,6% em 2025. O setor de eletricidade e água foi um dos mais dinâmicos, com alta de 10,9%, impulsionado pelo bom desempenho das usinas hidrelétricas binacionais Itaipú e Yacyretá, segundo dados do Banco Central do Paraguai.
Christian Olalla, gerente geral da Novacero, afirmou que o grupo já possui investimentos no país e vê condições favoráveis para novos empreendimentos. "Vemos que o país reúne as características adequadas e apresenta um crescimento muito importante nos setores logístico, industrial e da construção. Para nós, portas se abriram graças à consolidação das leis e à estabilidade, o que nos permite fazer investimentos no Paraguai", declarou Olalla.
José Miguel Coo, diretor do Holding Swissôtel, destacou o regime de promoção de investimentos estrangeiros como um fator decisivo. "Nos parece que o país tem condições excepcionais em relação ao tratamento do capital estrangeiro, e isso nos deu muita tranquilidade", comentou Coo.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional do grupo. Luis Villacrés, presidente do conselho da Novacero e sócio do holding, revelou que a empresa adquiriu recentemente a Aceros Paraguay S.A., uma distribuidora de materiais de construção com 30 anos de atuação no mercado local. A intenção é transformar a empresa adquirida em uma unidade industrial, incorporando os processos produtivos que a Novacero utiliza em suas plantas no Equador.
Villacrés ressaltou a vantagem competitiva do Paraguai em termos energéticos. "É uma joia porque está em crescimento. E tem uma grande vantagem: conta com algo fundamental para o negócio do aço, que é energia elétrica. Tem energia suficiente e barata. Esse foi um dos principais atrativos para chegarmos ao Paraguai", explicou o empresário.
