Senador Filizzola acusa governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção

O senador opositor Rafael Filizzola acusa o governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção, citando como exemplos o depósito irregular de fundos do IPS no Ueno Bank, a suposta leniência com o ex-titular da Seprelad Óscar Boidanich, o arquivamento de denúncias sobre a Itaipú e a absolvição do presidente em investigação patrimonial.

Senador Filizzola acusa governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção
Ilustração gerada por IA.

O senador opositor Rafael Filizzola afirmou que o governo do presidente Santiago Peña demonstra um "descontrole absoluto" e age com a sensação de que precisa "roubar a mãos cheias" antes de deixar o poder em 2028. Ele destacou como principal preocupação o caso grave em que o Instituto de Previsão Social (IPS) admitiu ter excedido os limites legais para depósitos no Ueno Bank, um banco com ligações próximas ao governo, sem que isso gere a devida reação institucional.

Filizzola mencionou que a impressão de impunidade não se limita aos fundos do IPS, mas estende-se a outros casos significativos, como o do ex-titular da Secretaria de Prevenção de Lavagem de Dinheiro (Seprelad), Óscar Boidanich, no governo de Horacio Cartes, envolvendo suposto branqueamento no caso Metrobús, além do arquivamento iminente das denúncias sobre a compra de "pupitres chinos" pela Itaipú e sobre a fortuna do presidente Peña.

De acordo com o parlamentar, o IPS reconheceu ter violado a lei ao superar o limite de 10% dos depósitos em uma única instituição financeira, concentrando recursos no Ueno Bank, que teria recebido cerca de US$ 800 milhões em depósitos públicos. Filizzola enfatizou que o banco, que teve crescimento acelerado durante este governo, mantém ligações anteriores com o presidente Peña.

Ele também criticou o silêncio de órgãos como o Parlamento e a Controladoria-Geral da República em relação a estas denúncias, além de expressar preocupação com supostos negócios do grupo empresarial do Ueno em outras áreas, como a licitação da rede 5G.

Entre os exemplos citados de impunidade, Filizzola mencionou que o Ministério Público pediu pena de apenas dois anos e meio para Boidanich, acusado de ocultar informações sobre lavagem de dinheiro ligada a Darío Messer, condenado no Brasil no âmbito da Operação Lava Jato. Além disso, a Controladoria teria isentado Peña de irregularidades patrimoniais sem analisar seu período fora da função pública, quando construiu uma mansão avaliada em US$ 900 mil em San Bernardino.

Outro caso recente envolve o arquivamento pela Fiscalia de denúncia sobre a compra de mobiliário escolar superfaturado pela Itaipú, supostamente envolvendo a empresa Kamamya S.A., de propriedade do empresário chinês Long Jiang, que teria emprestado seu avião particular a Peña e ao vice-presidente Pedro Alliana antes das eleições.

Fontes (1)

Atualizado: 12 de jul. de 2026, 01:30