Intendente de Ñemby adia mais uma vez audiência preliminar por desvio de Gs. 700 milhões

O prefeito de Ñemby, Tomás Olmedo (ANR-FR), conseguiu novo adiamento de sua audiência preliminar, que decidiria se ele iria a julgamento por suposto desvio de mais de Gs. 700 milhões. A suspensão ocorreu por decisão pendente na Câmara de Apelações. Olmedo também enfrenta um pedido de intervenção municipal congelado na Câmara dos Deputados desde 2024.

Intendente de Ñemby adia mais uma vez audiência preliminar por desvio de Gs. 700 milhões

O prefeito de Ñemby, Tomás Olmedo (ANR-FR), e outros cinco funcionários municipais tiveram a audiência preliminar suspensa nesta segunda-feira (18), por decisão pendente na Câmara de Apelações. A sessão, que ocorreria às 8h diante do juiz de Delitos Econômicos Rodrigo Estigarribia, definiria se os acusados iriam a julgamento oral e público por suposto desvio de mais de Gs. 700 milhões dos cofres municipais.

Olmedo e os funcionários Marcos Isaías Meza Ortiz, Enrique Hugo Delvalle García, Daniel David Sánchez Arza e Flavio Javier Duarte Vallovera foram acusados pela promotora Jessica Verocay pelos crimes de estafa e lesão de confiança. Na mesma causa, Arnaldo Gauna Martínez responde apenas por estafa.

O prefeito busca a reeleição, agora filiado à Fuerza Republicana, após não obter apoio do setor cartista. Em 2023, ele já havia escapado de um pedido de intervenção municipal, e em 7 de outubro de 2024, um novo pedido foi apresentado, também baseado no suposto desvio. Até agora, o chamado “pacto de impunidade” entre liberais e colorados na Câmara dos Deputados mantém o pedido congelado, junto com o de outros cinco prefeitos questionados.

Diante da falta de resposta no Legislativo, os vereadores levaram a denúncia ao Ministério Público, que já formalizou a acusação por lesão de confiança.