A Junta Municipal de Assunção aprovou o balanço financeiro do exercício fiscal de 2025 com 13 votos a favor e 10 contra. O documento abrange parte da gestão do ex-prefeito Óscar "Nenecho" Rodríguez e do atual chefe municipal, Luis Bello, ambos do Partido Colorado.
O diretor jurídico da municipalidade, Jorge Sabaté, explicou que a aprovação ocorreu após a apresentação de respostas às observações feitas anteriormente pelos vereadores. Ele destacou que o controle técnico do balanço agora é responsabilidade da Controladoria Geral da República (CGR), órgão que verificará possíveis irregularidades e encaminhará qualquer problema ao Ministério Público.
Por outro lado, o vereador de oposição Álvaro Grau criticou veementemente a decisão, classificando-a como um "branqueamento" da administração de Nenecho Rodríguez. Ele afirmou que a gestão anterior foi a "mais obscura e corrupta" da história da Municipalidade de Assunção, citando casos como o desvio de G. 512.000 milhões e o escândalo de sobrefaturamento de detergentes.
Grau argumentou que a lei exige a aprovação ou rejeição integral da execução orçamentária de um ano fiscal, não sendo possível aprovar uma parte e rejeitar outra. Ele lamentou que a Junta Municipal, que deveria ser o primeiro órgão de controle, tenha se tornado um "lobo para a cidade" ao aprovar um balanço de uma gestão com múltiplas denúncias de corrupção.
