A Latam Airlines anunciou uma nova rota direta entre Assunção e Montevidéu, com início previsto para o primeiro trimestre de 2027 e cinco frequências semanais. A conexão deverá oferecer cerca de 7.100 assentos por semana, embora uma declaração também tenha mencionado 7.500 lugares; a diferença não foi explicada.
O anúncio foi feito em 3 de setembro, após uma reunião do CEO da companhia, Roberto Alvo, com o presidente Santiago Peña, em Mburuvicha Róga, residência presidencial do Paraguai. Participaram do encontro Nelson Mendoza, presidente da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), órgão responsável pela aviação civil no país, Javier Viveros, ministro substituto de Indústria, e Javier Ocampo, responsável pela Latam no Paraguai.
Além da nova ligação com o Uruguai, a empresa informou que ampliará suas operações a partir de Assunção. As atuais 26 frequências semanais devem chegar a 32 até o fim de 2026. Esse número se refere às rotas já operadas pela empresa antes da inclusão da nova ligação; com os cinco voos para Montevidéu, a malha alcançará 37 frequências por semana a partir do Paraguai.
Alvo afirmou que a rota faz parte da estratégia regional da companhia e permitirá conexões, por meio dos centros de distribuição da Latam em São Paulo, Santiago e Lima, com outros destinos da América do Sul e de fora da região. O executivo também destacou os 30 anos de presença da empresa no Paraguai e disse que o grupo se sente “orgulhosamente paraguaio” após três décadas de operações.
A expansão deverá reforçar as ligações do Paraguai com o Uruguai e ampliar as opções de conexão para outros destinos por meio dos hubs da Latam. Esses são efeitos esperados da estratégia anunciada pela empresa e apoiada pelo governo, enquanto seus impactos efetivos sobre turismo, emprego e desenvolvimento econômico ainda dependerão da operação da rota e da demanda.
Mendoza afirmou que a Dinac continuará apoiando a expansão das rotas e das frequências no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi. Segundo ele, a reunião tratou de projetos da companhia para o Paraguai e para a região, além de marcar os 30 anos desde a instalação da primeira filial da empresa em Assunção.
Viveros relacionou o aumento da conectividade ao turismo, ao desenvolvimento econômico e à formalização do emprego. O ministro declarou que, “para cada pessoa que contrata uma companhia aérea, são gerados seis postos de trabalho”. Também citou o potencial da Tríplice Fronteira, que, segundo sua estimativa, recebe cerca de quatro milhões de visitantes por ano, e defendeu o objetivo de transformar o Paraguai em um centro regional de conexões aéreas.
