No Dia do Contador, comemorado em 9 de junho no Paraguai, a diretora de Educação do Colegio de Contadores del Paraguay (CCP, a associação profissional de contadores do país), Alba Talavera, afirmou que a inteligência artificial e outras tecnologias ajudam a agilizar tarefas, mas não substituem o profissional contábil. Segundo ela, a atualização normativa e tecnológica já define o futuro do setor.
A profissão contábil cumpre papel fundamental na gestão financeira, no controle de recursos, na transparência institucional e na tomada de decisões tanto no setor público quanto no privado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estadística (INE), existem no Paraguai 24.093 pessoas cuja ocupação principal é a de contador. Do total, 14.701 são mulheres (61,0%) e 9.392 são homens (39%).
Quanto à distribuição por ramo de atividade econômica, a maior concentração está no setor de atividades profissionais, científicas e técnicas, com 14.327 contadores (cerca de 59,5% do total). Em seguida aparecem a administração pública e defesa, com 2.224 profissionais, e o comércio atacadista e varejista, com 1.731. Há presença significativa também em atividades financeiras e de seguros (996), na indústria manufatureira (664) e nos setores de construção, transporte, armazenamento, ensino, informação e comunicação.
Talavera destacou que a exigência mais imediata para o contador paraguaio é dupla: manter-se atualizado e dominar a tecnologia. Sem essas condições, afirmou, fica difícil exercer a profissão com solvência. Ela ressaltou que o profissional não se limita a registrar operações ou cumprir obrigações, mas produz informação para orientar o rumo de um negócio. Entre os insumos mencionados estão os índices contábeis usados para avaliar variáveis como rotação de mercadorias, liquidez e solvência.
Na avaliação dela, a formação universitária oferece uma base sólida, mas a prática profissional e a educação continuada se tornam determinantes diante da velocidade com que mudam as regras, especialmente em matéria tributária e regulatória. Como recomendação concreta, Talavera instou os contadores a monitorar com frequência o site da DNIT (Dirección Nacional de Ingresos Tributarios), entre duas e três vezes por semana, para acompanhar decretos, leis e resoluções.
A interação com a DNIT, segundo ela, já não depende do contato presencial e passa por canais digitais para consultas, respostas e gestões, o que obriga o contador a operar com ferramentas tecnológicas e processos on-line. Nesse contexto, Talavera destacou a facturação eletrônica como emblema da digitalização contábil, por oferecer maior segurança e precisão na informação, reduzir o risco de recebimento de notas fiscais falsas e garantir que os relatórios cheguem automaticamente à administração tributária, reforçando a rastreabilidade dos dados.