Tribunal rejeita recusa de Arnoldo Wiens e mantém juiz no caso Metrobús

O Tribunal de Apelação rejeitou o pedido de recusa do pré-candidato à presidência Arnoldo Wiens e manteve o juiz Humberto Otazú no caso que apura supostos danos de G. 14,955 milhões ao Estado no projeto Metrobús.

Tribunal rejeita recusa de Arnoldo Wiens e mantém juiz no caso Metrobús

O Tribunal de Apelación Penal Especializado em Delitos Econômicos, Crime Organizado e Anticorrupção rejeitou o pedido de recusa apresentado pelo ex-ministro de Obras Públicas Arnoldo Wiens contra o juiz Humberto Otazú, que continua responsável pelo caso Metrobús. Wiens, pré-candidato à presidência pelo Partido Colorado (ANR), alegou através de seu advogado Sergio Coscia Nogués que atitudes do magistrado geravam dúvidas sobre sua imparcialidade.

A defesa contestou que o juiz tenha dado continuidade a atos processuais – como aceitar a acusação do Ministério Público em 13 de agosto – antes de resolver incidentes pendentes, incluindo uma exceção de extinção da ação penal por prescrição e um pedido de abreviação de prazo. O ex-ministro invocou o artigo 50 do Código Processual Penal, que prevê recusa em caso de motivos graves que afetem a independência do julgador.

Em resposta, o juiz Otazú afirmou que suas decisões respeitaram o devido processo legal, adiaram a audiência preliminar até a resolução dos incidentes e apenas registraram a acusação para torná-la acessível às partes, sem analisá-la previamente. O tribunal, integrado pelos juízes José Waldir Servín, Paublino Escobar e Camilo Torres, considerou que não havia elementos objetivos suficientes para configurar violência moral ou parcialidade, classificando o recurso como meramente dilatório.

Wiens responde por suposta lesão de confianza e dano a obras construídas, com prejuízo estimado em G. 14,955 milhões ao Estado. A acusação sustenta que, como ministro no governo de Mario Abdo Benítez (2018–2023), ele suspendeu o contrato com a empresa Mota-Engil e depois determinou a demolição de estações parcialmente construídas na Ruta PY02, após o projeto – iniciado na gestão de Ramón Jiménez Gaona – já estar paralisado. Jiménez Gaona foi posteriormente absolvido.

Com a confirmação de Otazú, o processo segue para a fase de audiência preliminar, onde se decidirá se o caso avança a julgamento oral.

Compartilhar WhatsApp Facebook LinkedIn

Fontes (4)

Atualizado: 22 de ago. de 2026, 01:00